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Encerrado, em Xerém, ciclo de debates entre candidatos a reitor

O ciclo de debates entre os candidatos ao cargo de reitor da UFRJ terminou nesta terça-feira (5/4) em Xerém, distrito de Duque de Caxias, onde a universidade mantém um pólo avançado com mais de 250 estudantes. Agora, são as urnas eletrônicas, novidade da eleição, que vão apontar o futuro reitor para o quadriênio 2011-2015.

O ciclo de debates entre os candidatos ao cargo de reitor da UFRJ terminou nesta terça-feira (5/4) em Xerém, distrito de Duque de Caxias, onde a universidade mantém um pólo avançado com mais de 250 estudantes. Agora, são as urnas eletrônicas, novidade da eleição, que vão apontar o futuro reitor para o quadriênio 2011-2015. Desta vez, a questão recorrente era o que um dos integrantes da mesa faria após eleito para melhorar as condições do campus da Baixada Fluminense, que tem problemas de infraestrutura.

As propostas com soluções ficaram mais evidentes no terceiro dos cinco blocos formatados pela Comissão Coordenadora do Processo Sucessório (CCPS), quando os quatro concorrentes – Alcino Câmara, Ângelo Pinto, Carlos Levi e Godofredo Neto – tiveram de responder, conforme a ordem do sorteio a mesma pergunta: Quando o pólo será construído e, enquanto a obra não acontece, onde os alunos se acomodarão – salas de aula, laboratórios, entre outros?

De acordo com Godofredo Neto, os recursos estavam e estão até 2012 disponíveis para todas as universidades federais. “A ideia é mesmo dar um jeito, dar condições de aula para os alunos que aqui estão. Eu sei que há dificuldades, inclusive para encontrar espaço para alugar em Xerém, mas avalio que é possível implantar uma bolsa-moradia por meio da criação de uma Pró-reitoria de Assistência Estudantil, enquanto se constrói ou aluga um alojamento. Em relação à alimentação, é possível um acordo com o Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) que, apesar de longe, poderia montar uma estrutura agregada”, adiantou o candidato da chapa 20, professor da Faculdade de Letras (FL) da UFRJ.

Carlos Levi, antes de expor a proposta para Xerém, esclareceu que a UFRJ não participou do programa de interiorização promovido pelo Ministério da Educação. Segundo ele, outra estratégia foi adotada e tinha como base uma parceria com a administração municipal de Duque de Caxias. A linha de conduta precisou ser redefinida em virtude das variações de humor da Prefeitura daquele município. Para Levi, na administração pública há um sequenciamento de medidas a serem adotadas e não se deve apresentar expectativas que não serão confirmadas. “De início houve o esforço para institucionalizar o terreno cedido pelo Inmetro à universidade e somente a partir daí é que foi possível fazer investimentos de recursos públicos. Foram desenvolvidos projetos e eles (os recursos) foram utilizados, adotando padrões de prédios, que garantissem agilidade na construção e adaptação”, afirmou o candidato, informando que há recursos do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) disponíveis para serem utilizados ao sair a licença ambiental para efetuar a primeira etapa de obras.

Após as informações prestadas por Carlos Levi, pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento (PR-3) licenciado, o candidato da chapa 12, Alcino Câmara elevou o tom. Segundo ele, o debate estava sendo esclarecedor ao revelar que a estratégia de se associar às prefeituras era equivocada, conforme ele já havia defendido no Conselho Universitário (Consuni). “Ficou claro que não se conhece também o ritual de construção, pois há possibilidade de se construir outros modelos com o Governo Federal e de reduzir prazos para as obras. É preciso ter um projeto na mão e criar as possibilidades legais de se caracterizar a situação como emergencial e dispensar licitações. Isso não permitirá construir o prédio em minutos, mas também não levará três anos. Devemos buscar as possibilidades no limite da nossa responsabilidade de cumprir a obrigação social com os estudantes”, considerou o ex-decano do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE) da UFRJ.

Por fim, o candidato Ângelo da Cunha Pinto, da chapa 99, concordou que compromisso é com os estudantes, mas é ilusão achar que um prédio será erguido em dois ou quatro meses. Há alternativas, segundo ele, como firmar convênios para usar os laboratórios do Inmetro para pesquisa e experimentação. Em uma situação emergencial a solução para ele seria o transporte dos estudantes até a Cidade Universitária. “Por que não levar para ter aula lá enquanto os prédios não ficam prontos? Há uma grande má vontade de muita gente, a verdade é essa”, disse, apontando o uso de contêineres como outra opção para abrigar laboratórios. Ele exortou aos alunos a não aceitarem ter aulas sem laboratório, pois uma solução precisa ser apresentada.

Ao final dos quatro encontros, na Praia Vermelha (PV), no Campus de Macaé, no Centro de Tecnologia (CT) e no Centro de Ciências da Saúde (CCS), e em Xerém, os candidatos elogiaram a importância dos debates para levar as propostas e sugestões para toda a comunidade universitária. Todos ressaltaram pelo menos um ponto em comum: o desejo de recolocar a UFRJ na liderança do ranking das universidades brasileiras, expandindo o alcance, mas com ensino de qualidade.

Processo Sucessório

A eleição para reitor e vice-reitor ocorrerá entre os dias 11 e 13 de abril, com divulgação do resultado no dia 14/04. Caso haja necessidade, de 15 a 20 de abril, acontecerá a campanha de um eventual segundo turno, com votação a ser realizada nos dias 25 e 26 de abril, com o resultado sendo divulgado no dia 27. A CCPS apresenta o resultado da consulta ao Colégio Eleitoral (Consuni, CEG, CEPG e Conselho de Curadores) no dia 28, sendo a lista tríplice encaminhada depois ao Ministério da Educação que indicará o próximo reitor da UFRJ.