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Debate de candidatos no Centro de Tecnologia

Seguindo o cronograma da Comissão Coordenadora do Processo Sucessório (CCPS), os candidatos a reitor da UFRJ voltaram a expor suas ideias e propostas para o quadriênio 2011-2015. O debate da última terça-feira (29/3) ocorreu no auditório Horta Barbosa, no Centro de Tecnologia (CT) da UFRJ, na Cidade Universitária.

 Seguindo o cronograma da Comissão Coordenadora do Processo Sucessório (CCPS), os candidatos a reitor da UFRJ voltaram a expor suas ideias e propostas para o quadriênio 2011-2015. O debate da última terça-feira (29/3) ocorreu no auditório Horta Barbosa, no Centro de Tecnologia (CT) da UFRJ, na Cidade Universitária. As regras adotadas nos encontros anteriores – Praia Vermelha e Macaé – foram mantidas, de forma que o debate esteve dividido em cinco blocos, sendo o terceiro mais dinâmico, por possibilitar réplica e tréplica das perguntas entre os concorrentes. Sorteios definiram a ordem de apresentação e de realização das perguntas.

Cerca de 600 pessoas lotaram o auditório e o entra e sai do público não interferiu no desempenho dos candidatos.  Alcino Câmara, do Instituto de Economia (IE) – chapa 12, “A UFRJ que o Brasil precisa” -, Angelo da Cunha Pinto, da Escola de Química – chapa 99, “Por uma UFRJ transparente” -, Carlos Levi, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) – chapa 10, “UFRJ em movimento”-; e Godofredo de Oliveira Neto, da Faculdade de Letras – chapa 20, “A UFRJ que buscamos” – mantiveram equilibrado o discurso feito no auditório do CFCH, na Praia Vermelha, na semana anterior.

Antes do início do confronto de ideias, porém, os estudantes manifestaram insatisfações e cobraram providências em relação à falta de água e luz no alojamento, à carência de restaurantes no campus e solicitaram assistência estudantil. A participação dos alunos ocorreu em meio a abertura do debate – a cargo da professora Selene Alves Maia, representante da Comissão Coordenadora do Processo Sucessório – que um pouco antes havia pedido um minuto de silêncio em respeito ao incêndio que comprometeu o Palácio Universitário.

Primeiro a se pronunciar, Carlos Levi apoiou a presença dos estudantes e salientou que a manifestação enriquece o processo eleitoral e demonstra a urgência da implementação de ações que resolvam os problemas relatados por eles. Neste sentido, segundo o candidato, na gestão atual houve a reabertura do Restaurante Central (RU) e, em breve, começarão as obras de recuperação do prédio do Alojamento, ao qual serão incorporadas mais 260 moradias. Levi ressaltou o projeto de ampliação de vagas nos cursos de graduação e a conquista do processo democrático mantido pelo Conselho Universitário (Consuni). Outro ponto abordado pelo candidato foi a importância das diretrizes do Plano Diretor UFRJ 2020 para a ampliação da universidade.

O candidato Angelo da Cunha Pinto se pronunciou em seguida e defendeu a importância e necessidade de unificação e informatização das bibliotecas da UFRJ. Entre suas propostas está o “resgate da excelência perdida” da universidade, o que implica mudanças, como novas formas de avaliação dos docentes e das unidades. “A UFRJ já não lidera o ranking das melhores universidades e resgatar essa posição faz parte dos objetivos da chapa 99”, prometeu. O professor do Instituto de Química (IQ) reafirmou ainda seu compromisso com uma administração transparente. “Transparência é obrigação de qualquer gestor”, concluiu.

De pé, Alcino Câmara usou seus minutos iniciais para elencar os nomes dos ocupantes do primeiro escalão, caso seja escolhido como reitor da UFRJ pelos próximos quatro anos, e oferecer apoio às reivindicações dos alunos que protestavam. Câmara destacou quatro palavras-chave do programa da chapa 12: competência, sensibilidade social, transparência e credibilidade, tópicos, segundo ele, necessários para o enfrentamento dos problemas “emergenciais” como os apresentados pelos alunos. “Desde 1972, quando foi implantado o Alojamento, nenhum metro quadrado sofreu melhorias por parte das sucessivas reitorias que aqui estiveram”.

Godofredo de Oliveira Neto foi o único candidato a fazer referência ao incêndio da véspera ocorrido na Praia Vermelha, e lamentou a perda material e imaterial tanto para a Universidade quanto para o Brasil para, em seguida, pontuar os três principais compromissos da sua campanha: busca da transparência total, criação de uma comissão para elaboração de planos de carreira dos servidores; e criação da PR-6, uma pró-reitoria dedicada aos assuntos estudantis. A conquista de autonomia pela UFRJ também foi um aspecto ressaltado por Godofredo como fundamental em sua gestão. Se eleito, ele vai conclamar a comunidade a elevar a UFRJ no ranking das universidades “Todos terão de dar as mãos. Não podemos ficar em nono. O nosso programa mostra preocupação nesse aspecto”, afirmou.

O terceiro debate entre os candidatos a reitor durou cerca de quatro horas e até o momento contou com o maior público. Além dos assuntos acima, os representantes das chapas emitiram opiniões sobre universidade aberta, ensino à distância, segurança na Cidade Universitária, expansão, convênios e reconquista da qualidade no ensino.

Processo eleitoral

O primeiro turno da consulta acontece entre os dias 11 e 13 de abril, em urna eletrônica. Em caso de segundo turno, uma nova votação ocorre entre 18 a 20 de abril. A divulgação do resultado está prevista para o dia 22/04, através da Comissão Coordenadora do Processo Sucessório (CCPS). O resultado final da eleição será assunto de discussão e aprovação em reunião prevista para o dia 28/04. Caberá ao Colégio Eleitoral a escolha, em lista tríplice, e depois os nomes serão submetidos ao Ministério da Educação (MEC).

O próximo debate acontece na próxima segunda (04/04), às 10h, no Auditório Quinhentão do Centro de Ciências da Saúde (CCS). A WebTV da UFRJ transmite ao vivo.