Categorias
Memória

UFRJ e BNDES compõem parceria que viabilizará Maglev

O Conselho Universitário (Consuni) aprovou a participação da universidade na parceria que viabilizará a implantação do projeto piloto do Trem de Levitação Magnética (Maglev) no campus da Cidade Universitária.

Na sessão do Conselho Universitário da última quinta-feira (25/02), os conselheiros aprovaram a participação da UFRJ no convênio, junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para a implantação do piloto do Maglev-Cobra (veículo de levitação magnética sobre trilhos, em inglês, Magnetic Levitation). O BNDES liberará R$ 5.798.597,00 para a construção de uma pista de cerca de 200m em escala real e um módulo de passageiros, na altura do bloco H do Centro de Tecnologia (CT).

O Maglev foi projetado pela equipe do Laboratório de Aplicações de Supercondutores (Lasup) do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) e da Escola Politécnica da UFRJ. O projeto foi apresentado ao Comitê Técnico do Plano Diretor UFRJ 2020 (CTPD) e incorporado à sua Política de Mobilidade e Acessibilidade. Internamente, o veículo percorreria os cerca de 4km de extensão do campus da Cidade Universitária. Externamente, em uma extensão do projeto inicial, poderia servir como ligação entre os aeroportos Galeão e Santos Dumont, exigida nos cadernos de encargos tanto da Copa do Mundo de 2014, como das Olimpíadas de 2016.

Complexo Hospitalar 

O Regimento Interno do Complexo Hospitalar não foi aprovado na sessão do Consuni. O conselheiro Almir Fraga, do Centro de Ciências da Saúde (CCS), pediu que o projeto fosse retirado de pauta e  feito um texto substitutivo. Fraga considerou a proposta anterior prolixa e complexa, passível de gerar mal-entendidos. Jeferson Salazar, representante dos servidores técnico-administrativos, saudou a decisão do colega de Conselho, considerando benéfica a busca pelo consenso.

Faculdade de Direito 

O Conselho debateu ainda  proposta de alteração no regimento da Faculdade de Direito (FD). As emendas consistiriam na supressão do artigo 158 e na modificação do artigo 155, que dispõe da composição da Congregação, que passaria a ser composta pelo diretor da Faculdade de Direito,  vice-diretor, dois representantes dos professores titulares e contratados da mesma categoria, dois representantes dos professores associados e contratados da mesma categoria, dois representantes dos professores-adjuntos e contratados da mesma categoria, um representante dos professores assistentes, um representante dos docentes livres, um representante do corpo discente, um representante dos funcionários técnico-administrativos, um representante da Chefia de Departamento e um representante da comunidade externa.

Durante o debate, o conselheiro Luiz Antônio Cunha, do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), criticou algumas unidades que, segundo ele, não praticam seus regimentos e que "vivem uma anomia complacente, um estado de inércia legal e simbólica". De acordo com Cunha, "a livre-docência foi uma novidade progressista na época de Rui Barbosa. É preciso enxugar esse tipo de coisa”, censurou o professor.