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Bianchini é reempossado no Instituto de Matemática

 O professor Waldecir Bianchini assumiu a direção do Instituto de Matemática (IM) da UFRJ pela segunda vez consecutiva, no dia 9 de outubro de 2006. A cerimônia de posse ocorreu no final da tarde do dia 14 de novembro, no Salão Nobre da Decania do Centro de Ciências da Matemática e da Natureza (CCMN), localizado no bloco D do referido centro.

Compondo a mesa da solenidade, o  pró-reitor de graduação, professor José Roberto Meyer Fernandes; a decana do CCMN, professora Ângela Rocha dos Santos; o reitor da UFRJ, professor Aloísio Teixeira; além dos empossados, professor Waldecir Bianchini, e sua vice, professora Walcy Santos. Estiveram presentes os diretores do Instituto de Física (IF), Nelson de Castro Faria; da Escola Politécnica (Poli), Ericksson Rocha e Almendra; do Instituto de Química (IQ), professora Cássia Tursi; e do Instituto de Matemática da UERJ, professora Mariluce Ferreira. O presidente da Fundação Universitária José Bonifácio (FUJB), professor Raimundo de Oliveira; e a representante da Sociedade Brasileira de Matemática, professora Nedir do Espírito Santo, também compareceram ao evento.

A decana do CCMN, que é professora do IM, de onde já foi diretora, demonstrou-se feliz por prestigiar a posse de dois profissionais que considera grandes amigos. Ela ratificou a disponibilidade da decania em suprir todas as necessidades de suas unidades, promovendo a integração do centro e garantindo as condições básicas de ensino. Ângela Rocha ainda destacou que, mesmo em sua curta trajetória, apenas 38 anos, o Instituto, pioneiro na educação continuada dos professores do ensino médio, e na implantação de cursos noturnos, sempre desempenhou papel de destaque no ensino da matemática do Brasil.

Em seu pronunciamento de posse, Waldecir Bianchini comentou que sua decisão de continuar na administração do Instituto se apoiou nos ombros da equipe com quem trabalhou e nos que estão se agregando à ela. O diretor aproveitou a oportuindade para destacar alguns fatos marcantes que ocorrem durante sua última gestão, como o alagamento da biblioteca e os momentos de tensão, diante da falta de segurança, principalmente no turno da noite.

Bianchini declarou ter lutado, no últimos anos, para realizar algumas melhorias nas instalações e equipamentos computacionais, propriciando uma melhora no ensino. De acordo com ele, isso só pôde ser feito, graças ao orçamento participativo dentro da UFRJ, à ajuda da Decana e à mudança de enfoque da Reitoria e da FUJB para a distribuição de recursos, agora através de editais.

Para o diretor reemposado, a educação é a chave principal do desenvolvimento do país, e, portanto, é preciso formar mais alunos, sem perder de vista a qualidade. “Os estudantes de hoje não são os mesmos de vinte anos atrás e é preciso repensar nossa metodologia de ensino. Mudar esse quadro só depende de nós; não podemos ficar esperando soluções oriundas do nosso poder central para resolver todos os nossos problemas. Meu compromisso é com o IM, com a UFRJ e com a sociedade, e disso não me desviarei”, completou o professor que ainda solicitou ao reitor uma sede para o Instituto de Matemática.

O reitor Aloísio Teixeira, por sua vez, comentou a repercussão das discussões sobre o PDI no Instituto. De acordo com ele, embora a comunidade acadêmica sinta orgulho da UFRJ, ninguém está satisfeito com o sistema de educação superior do Brasil, diante das necessidades da nossa sociedade e dos desafios que a vida contemporânea nos coloca. Entretanto, lembrou o Reitor, independentemente do ângulo observado, o problema será sempre o mesmo. A universidade brasileira foi criada no século XX, e se constituiu a partir de escolas de formação profissional; para suprir as necessidades da corte.

– As universidades precedem o Estado Nacional, sendo uma criatura dele. E isso se reflete na absoluta falta de autonomia para determinar as nossas políticas internas. A universidade que se estrutura dessa forma, não o é para suprir as demanadas por educação de uma sociedade, mas sim como um instrumento puro e simples de reprodução de elite. Portanto, não pode ser objetivo do PDI resolver essa questão, mas é obvio que devemos discutir o problema, e pensar em uma forma de se preparar para dar conta dessa questão, que é geral – observou Aloísio Teixeira.

O Reitor mencionou ainda que o fato de a matemática estar presente em todos os campos da universidade, não valoriza sua imensa contribuição à comunidade acadêmica. “Toda a estrutura administrativa da UFRJ tem procurado reconhecer o esforço das unidades em construir uma verdadeira universidade”, concluiu Aloísio Teixeira, parabenizando os empossados.