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6ª Jornada de Combate ao Tabagismo e Promoção da Saúde no CCS

No dia 11 de setembro, ocorreu a sexta edição da Jornada de Combate ao Tabagismo, no Centro de Ciências da Saúde (CCS). O objetivo do simpósio era abordar as consequências do tabagismo na saúde bucal e, pela primeira vez, foi organizado em parceria com a Faculdade de Odontologia da UFRJ.

No dia 11 de setembro, ocorreu a sexta edição da Jornada de Combate ao Tabagismo, no Centro de Ciências da Saúde (CCS). O objetivo do simpósio era abordar as consequências do tabagismo na saúde bucal e, pela primeira vez, foi organizado em parceria com a Faculdade de Odontologia da UFRJ.

A abertura do evento contou com a coordenadora de Biossegurança do CCS, Sônia Costa, que expôs os principais avanços e desafios para a área e destacou o papel fundamental dos dentistas no controle do tabagismo.

Segundo a professora, a missão da Biossegurança é informar, contribuir e zelar. Para ela, a principal conquista dos sete anos de existência do programa foi a proibição do tabaco dentro do prédio. Em 2014, houve um investimento na divulgação da Biossegurança e, além da produção de folhetos, uma disciplina foi criada. Avanços também foram feitos, como a restrição do uso de jalecos em restaurantes, lanchonetes e refeitórios.

Sônia Costa afirmou que o principal desafio agora é consolidar a Biossegurança. Para ela, é necessária a criação de um corpo técnico, com profissionais da área da química, física e engenharia sanitária. Atualmente, o programa conta apenas com voluntários.

Consequências do tabagismo na saúde bucal
A palestra sobre os problemas causados pelo tabaco na saúde bucal foi dada pelo professor Ricardo Fischer. Segundo ele, é decrescente o número de indivíduos fumantes, apesar da quantidade ainda chamar muita atenção. De acordo com alguns estudos demonstrados, morrem mais homens do que mulheres por causa do tabaco. Entre seis milhões de mortes por ano, quatro milhões são em países em desenvolvimento. No Brasil, foi observado que pessoas de baixa renda fumam mais.

O professor também afirmou que 50% dos fumantes morrerão mais cedo em função do tabagismo. Entre as principais consequências estão o AVC, o enfisema pulmonar, as doenças cardíacas e o câncer de pulmão. Em relação à saúde bucal, os problemas do fumante diário são o aumento de cáries, o câncer na cavidade oral e a perda óssea.

De acordo com Fischer, o melhor tratamento periodental é parar de fumar. O fumante também tem mais chances de perder o implante. Essa consequência é a mais impactante para o indivíduo, já que interfere na estética e no bolso do paciente.

O evento também contou com uma mesa-redonda sobre o câncer bucal, a medicina periodontal e o fato das toxinas e resíduos se acumularem no ambiente e gerarem riscos para a saúde. Além disso, houve um debate e uma sessão de painéis sobre o tabagismo no cotidiano da saúde bucal.