Categorias
Memória

HUCFF comemora marca de 600 transplantes de fígado

Hospital Universitário já realizou 600 transplantes de fígado desde 1993, quando aconteceu a primeira cirurgia deste tipo. Este ano, o HUCFF fez, ao todo, oito transplantes hepáticos.

Por Gustavo Natario

Na última semana, a equipe de Transplante Hepático do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) alcançou a marca de 600 transplantes de fígado, desde que a primeira cirurgia foi realizada no hospital, há onze anos.

Este ano, oito pacientes já receberam o órgão no HUCFF, número positivo, comparado ao ano passado, quando foram realizadas 11 cirurgias do tipo. Na UFRJ, 22 pessoas estão na lista de espera pelo órgão.

Segundo o professor Alexandre Cerqueira, médico responsável pela equipe, a intenção é aumentar o número de transplantes. Está prevista no hospital a criação de uma unidade geral de transplantes até o final de 2014.

Alexandre reforça a importância da doação de órgãos. “As leis brasileiras ficaram menos rígidas. Agora não é mais necessária toda aquela documentação, basta a família conceder o aval para que as doações sejam feitas”, disse.

Ele ainda enfatizou que o transplante de fígado é um dos mais difíceis. Enquanto transplantes de rim e de coração duram em média 2 horas, o de fígado leva entre 6 e 8 horas. “O fígado é um órgão com vasos sanguíneos muito pequenos, por isso é mais difícil de retirar e sangra muito mais que outros órgãos”, explicou.

O primeiro transplante hepático do HUCFF ocorreu em 1993. Na ocasião, uma equipe de franceses, liderados pelo médico Laurent Hannoun, veio ao Rio de Janeiro auxiliar os cirurgiões do hospital universitário.

Em 1998, depois de um período de 5 anos sem realizar transplantes hepáticos, o HUCFF voltou a fazer essa operação. Desde então, o hospital realiza, em média, 40 transplantes de fígado por ano.

Em meados de abril, outra área de transplantes do HUCFF terá motivos para comemorar. Serão festejados os 25 anos do primeiro transplante de rim realizado na UFRJ.

A lista de pessoas que necessitam de transplante de órgãos ainda é grande e o Governo do Estado do Rio de Janeiro mantém um portal com informações sobre doações.