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UFRJ organiza reunião preparatória para o III Encontro de Reitores Universia 2014

No dia 11/2, a UFRJ organizou uma reunião com reitores de universidades do Rio de Janeiro. O objetivo era informar e preparar os reitores fluminenses para o III Encontro Internacional de Reitores Universia 2014. 

Por Gustavo Natario

No dia 11 de fevereiro, a UFRJ organizou uma reunião entre os reitores de universidades públicas e privadas do estado do Rio de Janeiro,   realizada no auditório do recém-inaugurado bloco N do Centro de Ciências da Saúde (CCS).

O objetivo central do reitor da UFRJ, Carlos Levi, era informar e preparar as universidades fluminenses sobre o III Encontro Internacional de Reitores Universia 2014, que irá acontecer entre os dias 27 e 29/7, no Riocentro. O evento deverá ser o maior encontro desse tipo no mundo e já conta com mais de 1.200 universidades confirmadas.

Na reunião e representando a UFRJ como anfitriã do evento, o professor Carlos Levi, presidente do comitê internacional do encontro, falou sobre a importância que as instituições de ensino fluminenses terão em julho. As universidades do Rio de Janeiro podem ceder espaços para reuniões e oferecer visitas guiadas a outras instituições.

Durante os três dias de encontro também será necessário desenvolver diversas atividades culturais. “A UFRJ tem um coral, uma orquestra na Escola de Música e um curso de dança que poderão fazer espetáculos durante o encontro. Qualquer atividade cultural que as universidades fluminenses puderem proporcionar será muito importante”, disse Levi.

Em seu discurso, o reitor também detalhou os desafios que acredita serem prioritários para as universidades brasileiras, dentre eles a universalização e democratização da educação superior, a internacionalização das instituições e os investimentos em inovações e descobertas.

Levi deu grande destaque a problemas relacionados à gestão universitária. Ele acredita que novos modelos mais ágeis e flexíveis devem entrar em vigor. O reitor concluiu: “A fluidez e a plasticidade requeridas para a adequada formação do profissional moderno exigem trajetórias curriculares mais flexíveis, conteúdos mais interdisciplinares, maior agilidade e facilidade na atualização e incorporação de novas técnicas e inovações tecnológicas”.

Outra presença na reunião foi a do ex-reitor da Universidade de Salamanca, professor Ignácio Berdugo, que é o presidente do comitê organizador do evento. Ele foi enfático: “O encontro será a Copa do Mundo da educação. Na realidade, é tão ou mais importante do que a competição de futebol. A educação forma cidadãos e deve sempre ser prioridade”.

O espanhol alertou para a escolha lexical do nome do evento. A palavra “encontro” foi utilizada, pois o intuito é fazer com que as pessoas presentes conversem e troquem ideias. Os espaços serão feitos para facilitar a participação de todos os envolvidos.

Segundo ele, existem dois objetivos principais no encontro. O primeiro é proporcionar o intercâmbio entre diferentes sistemas universitários. “No próprio Brasil já existem inúmeras diferenças entre as instituições. O evento será uma oportunidade para os brasileiros aprenderem sobre os outros sistemas educacionais”, declarou Berdugo.

O segundo grande desafio é o tecnológico. A intenção é fazer um encontro sem papéis. Todos os participantes irão receber um tablet com informações e aplicativos próprios do evento.

O ex-reitor de Salamanca também mostrou a dimensão da terceira edição do evento. Os outros dois encontros, em Sevilha e Guadalajara, respectivamente, só tiveram a participação de universidades da América Latina e dos países ibéricos. Desta vez, universidades de todos os continentes estão confirmadas.

O aumento no número de instituições também é impressionante. Na primeira edição eram 352 universidades, na segunda esse número passou para 975, agora 1.200 reitores já confirmaram presença.

Na reunião, também estavam presentes alguns executivos do Banco Santander, entre eles Jamil Hannouche e Juan Morello. Juan liderou o último encontro, realizado na cidade de Guadalajara. Ele acredita que o legado seja o mais importante do evento. “Depois do encontro, as relações das universidades mexicanas com outras instituições mundiais e entre elas mesmas aumentaram muito. Isso reflete inclusive nos alunos que têm maiores possibilidades de realizar um intercâmbio”, concluiu.