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Jornada contra tabagismo no CCS mostra malefícios do vício para a saúde da mulher

A 5ª Jornada de Controle do Tabagismo e Promoção da Saúde, realizada no Centro de Ciências da Saúde (CCS), contou com conferências, debates, oficinas e uma exposição de painéis.

A 5ª Jornada de Controle do Tabagismo e Promoção da Saúde aconteceu na última quinta-feira (20/9), no Auditório Hélio Fraga, no Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UFRJ. Realizado pela Coordenação de Biossegurança, em parceria com o Instituto de Ginecologia (IG), e patrocinada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o evento contou com conferências, debates, oficinas e uma exposição de painéis.

O professor Antônio Pereira, coordenador de Integração da Pós-Graduação do CSS, mediou a mesa de abertura. Ele fez uma breve fala sobre a luta contra o cigarro dentro das instalações do CSS, lembrando que mesmo antes da lei antitabaco era proibido fumar dentro do prédio, uma iniciativa liderada pela professora Sônia Costa.

Conferência

Na abertura, a professora Sônia Costa, coordenadora de Biossegurança do CSS, falou sobre o desestímulo aos fumantes, tanto professores como alunos, nas instalações do Centro. Ela lembrou as dificuldades enfrentadas pelo projeto, que tornou o ar mais limpo dentro e fora do CCS.

Em seguida, o professor Gutemberg Leão de Almeida Filho fez uma conferência, dividindo-a em tópicos e citando as doenças causadas pelo cigarro nos contextos específicos.

Começou mostrando o impacto do tabaco na saúde da mulher, ressaltando a ação fisiológica e a dependência psicológica causadas pelo cigarro, visto como uma companhia para aliviar o estresse. Segundo ele, a combinação do fumo com anticoncepcionais, especialmente os de alta dosagem, é uma combinação explosiva, que pode provocar o aumento de risco de acidente vascular e outras doenças.

O consumo de tabaco – prosseguiu Gutemberg – pode reduzir a densidade óssea e causar fraturas, principalmente no quadril. Também é responsável por 20% dos casos de câncer, como os de pulmão, boca, faringe e outros.

O professor abordou ainda as alterações na função menstrual, na reprodução, na gestação e depois do parto.  As mulheres fumantes têm um percentual maior de infertilidade. E as que conseguem engravidar têm maior risco de acidentes, como descolamento prematuro da placenta. Ele disse que os recém-nascidos de mães fumantes sofrem consequências, como baixo peso e síndrome da morte repentina, além de amamentação menos frequente pela menor produção de leite.

Outros efeitos do uso do cigarro também foram citados, como depressão, doenças periodontais, níveis diferentes de catarata e enrugamento facial.

Políticas antifumo

Entre as políticas governamentais antifumo em vigor, citou a lei que proíbe o consumo do cigarro em lugares fechados e a que obriga as companhias a mostrar nas embalagens os danos causados pelo uso do tabaco, além daquela que garante o tratamento contra o vício. Outra iniciativa do governo para desestimular a compra de cigarros é o aumento da carga tributária, encarecendo o produto final para diminuir o número de compradores.

Por fim, o professor Gutemberg Leão apontou os benefícios em largar o vício, como o corpo responder, depois de algum tempo, com uma melhora progressiva, até se livrar por completo dos resquícios do tabaco.