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Segurança energética, um desafio para o Brasil

No dia 20 de setembro, o Grupo de Pesquisa da Política Internacional apresentará, em parceria com o Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos (Nepp-DH),  o seminário “Ameaças e desafios transnacionais à segurança energética do Brasil”.

Yasmine Adoracion

No dia 20 de setembro, o Grupo de Pesquisa da Política Internacional apresentará, em parceria com o Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos (Nepp-DH),  o seminário “Ameaças e desafios transnacionais à segurança energética do Brasil”. Como parte da terceira edição do projeto “Defesa Nacional e Segurança Internacional”, o evento acontecerá no Auditório Manuel Maurício de Albuquerque, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), na Praia Vermelha.

O seminário pretende abordar aspectos que podem ameaçar ou desafiar o acesso às fontes de energia e aos recursos naturais brasileiros, tendo como foco principal a energia nuclear.

Além de trazer professores e especialistas para falar dos desafios do acesso à energia – como conflitos político-sociais, demanda tecnológica, dificuldade de logística –, o seminário complementará sua abordagem da energia nuclear com os depoimentos de Masaru Watanabe (cônsul-geral do Japão) e Serguei Gurevsky (cônsul) sobre as maiores tragédias nucleares da história: Chernobyl e Fukushima.

O panorama brasileiro

“O Brasil não é um país pobre em recursos naturais, mas isso não quer dizer que o acesso a eles nunca será barrado de alguma forma, seja por questões econômicas, de conhecimento,  de infraestrutura ou, simplesmente, por ameaças transnacionais”, ressaltou o professor Alexander Zhebit, responsável pela organização do seminário e coordenador do Grupo de Pesquisa da Política Internacional.

O professor apontou a infraestrutura como uma das maiores dificuldades do Brasil, tanto do ponto de vista tecnológico como de sua vulnerabilidade – sobretudo em se tratando do setor nuclear.  Porém, ele lembrou que o seminário abordará questões frequentemente esquecidas pela mídia, como as consequências dos impactos ambientais. “A mídia foca naquilo que provoca rápida reação das pessoas, e esquece questões de longo prazo, como uma possível escassez de água, por exemplo. Por isso, temos que pensar na situação atual e como será a mudança para o futuro”, ponderou Zhebit.

A respeito da situação nuclear, o professor explicou que os cientistas podem estimar seu desenvolvimento no Brasil através da observação de diversos fatores, entre eles o aparato tecnológico para geração e distribuição. Zhebit também acredita no aumento do uso de energias alternativas, como eólica, solar e de ondas do mar.
 
O professor avalia de forma positiva a atual postura do governo de tomar medidas para baixar os custos da energia. “Com a diminuição do valor, esse dinheiro vai ficar liberado para mais investimentos na exploração dos recursos, principalmente no setor de petróleo, que parece ser o mais promissor. Mas o investimento não será só na energia, e sim na estrutura, em todos os pontos da cadeia produtiva, que envolve exploração, transmissão, utilização e consumo”, alerta.