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UFRJ cria centro para preservar e divulgar a memória

No dia 16 de março de 2012, foi lançado pela UFRJ o projeto CIM – Centro Interuniversitário de Memória e Documentação, que envolve outras universidades públicas e organizações da sociedade civil. A proposta, financiada pelo Ministério da Educação, é criar um espaço para divulgação de acervos artísticos e científicos que potencialize ações e políticas de preservação do patrimônio material e imaterial brasileiro.

No dia 16 de março de 2012, foi lançado pela UFRJ o projeto CIM – Centro Interuniversitário de Memória e Documentação, que envolve outras universidades públicas e organizações da sociedade civil. A proposta, financiada pelo Ministério da Educação, é criar um espaço para divulgação de acervos artísticos e científicos que potencialize ações e políticas de preservação do patrimônio material e imaterial brasileiro.
 
A diretora da Faculdade de Letras da UFRJ, Eleonora Ziller, destaca que o CIM vai permitir que pesquisadores de todo o país acessem acervos digitalizados e contará também com uma incubadora de instituições gestoras de memória. Além disso, haverá lugar para exposições, debates, eventos e outras ações de divulgação de todo esse patrimônio para o público.
 
A Ocupação Boal é o projeto piloto que impulsiona a criação do CIM. Ele nasceu de uma parceria entre a Faculdade de Letras, a Casa da Ciência da UFRJ, a Reitoria da universidade e o Instituto Augusto Boal – criado e mantido pela família do dramaturgo e que, em 2011, cedeu seu acervo para a universidade. Cecilia Boal, viúva do teatrólogo, afirma estar “confiante e esperançosa com a possibilidade de criar um polo de interesse vivo e crescente pelo teatro, pela literatura dramática, não só brasileira como também latino-americana”. A data do lançamento festeja também o aniversário de nascimento de Augusto Boal, que completaria 81 anos.
 
Entre os dias 16 e 23 de março, a UFRJ abrigará uma intensa programação, que inclui mesas de debate sobre memória e política no Brasil e exibição de filmes sobre a trajetória de Augusto Boal. Um dos filmes exibidos no dia 17 (sábado) é Augusto Boal e o Teatro do Oprimido, de Zelito Viana. O próprio diretor participa de um debate, ao final da sessão, com Fabian Boal, filho do dramaturgo, e Helen Sarapeck, coordenadora do Centro de Teatro do Oprimido  (CTO-Rio).
 
Já no dia 21 (quarta), Noni Ostrower, filha da artista plástica Fayga Ostrower, participa de uma das mesas de debate do evento que discute as políticas de memória e preservação do patrimônio. Noni vem enfrentando, nos últimos anos, inúmeros desafios para manter e preservar o acervo de sua mãe e hoje preside um instituto criado com esse fim.
 
No último dia, será concedido ao dramaturgo, pela Faculdade de Educação da UFRJ, o título de honoris causa.
 
 
 
Programação
 
 
16/3 | sexta | 18h – Lançamento do Centro Interuniversitário de Memória e Documentação (CIM) e celebração do aniversário de Augusto Boal. Apresentação da Orquestra Barroca, da Unirio. 


Exibição do vídeo Augusto Boal na UFRJ (20 min.). Mesa de apresentação do projeto do CIM. Celebração com a presença de amigos e profissionais que trabalharam diretamente com Augusto Boal, relembrando momentos marcantes de sua trajetória.
 
 
17/3 | sábado | 16h – Exibição de filmes e debate
 
Abertura
Tv Manchete, 1990
 
Augusto Boal e o Teatro do Oprimido
Zelito Viana, 2010
 
Debate com Zelito Viana, diretor e produtor de cinema e televisão; Fabian Boal, diretor de fotografia e membro do Instituto Augusto Boal; e Helen Sarapeck, coordenadora do Centro de Teatro do Oprimido (CTO-Rio).
 
 
18/3 | domingo | 16h – Exibição de filmes e debate
 
Jana Sanskriti, um teatro em campanha
Jeanne Dosse, 2005
 
Meu marido está a negar
GTO Maputo (Moçambique), 2009
 
Debate com Jeanne Dosse, cineasta; Julian Boal, pesquisador e membro do Instituto Augusto Boal; e Geo Britto, representante do Centro de Teatro do Oprimido (CTO-Rio).
 
 
 
21/3 | quarta | 18h – Mesa de debate: Política de Memória
 
Célia Costa, historiadora e documentalista, ex-pesquisadora do CPDOC e diretora técnica do Museu da Imagem e do Som; Noni Ostrower, educadora e membro do Conselho Consultivo do Instituto Fayga Ostrower; Eduardo Coelho, professor de Literatura Brasileira da Faculdade de Letras da UFRJ (mediador).
 
 
22/3 | quinta |18h – Mesa de debate: Memória Política
 
Sérgio de Carvalho, dramaturgo, diretor teatral da Companhia do Latão e professor da USP; Vera Vital Brasil, psicóloga clínica, membro da equipe Clínico Política do Fórum de Reparação e Memória do Rio de Janeiro e participante do Coletivo RJ Memória Verdade e Justiça; Jurandir Freire Costa, psicanalista e professor do IMS da Uerj; João das Neves, autor, tradutor, ator e diretor teatral; e Eleonora Ziller, diretora da Faculdade de Letras da UFRJ (mediadora).
 
Todas as palestras e exibições acontecem no auditório da Casa da Ciência-UFRJ
23/3 | sexta | 18h – Cerimônia de entrega do título de doutor honoris causa
 
Local: Salão Pedro Calmon – Fórum de Ciência e Cultura – campus da Praia Vermelha – Av. Pasteur, 280, Urca.
 
 
 
Ocupação Boal – 16 a 23 de março de 2012                                                        
16/3 – 18h – Lançamento do CIM e celebração do aniversário de Augusto Boal
 
18/3 – 16h – Exibição de filmes e debate
 
21/3 – 18h – Mesa de debate: Política de Memória
 
22/3 – 18h – Mesa de debate: Memória Política
 
Local: Casa da Ciência da UFRJ – R. Lauro Müller, 3 – Botafogo
 
23/3 – 18h – Cerimônia de entrega do titulo de doutor honoris causa
 
Local: Salão Pedro Calmon – Fórum de Ciência e Cultura – campus da Praia Vermelha – Av. Pasteur, 280 – Urca.
 
Entrada Franca
Mais informações:
www.casadaciencia.ufrj.br