Categorias
Memória

Preocupação com a erosão de praias da Zona Sul é tema de trabalho na Jicac

Teve início na manhã desta segunda-feira (3/10) a apresentação dos primeiros trabalhos da “33ª Jornada Giulio Massarani de Iniciação Científica, Artística e Cultural” (Jicac). O tema “Erosão e decomposição de sedimentos no arco praial Ipanema – Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro” apresentou a preocupação com o processo erosivo acentuado na Praia do Arpoador, no Rio de Janeiro.

Teve início na manhã desta segunda-feira (3/10) a apresentação dos primeiros trabalhos da “33ª Jornada Giulio Massarani de Iniciação Científica, Artística e Cultural” (Jicac). O tema “Erosão e decomposição de sedimentos no arco praial Ipanema – Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro” apresentou a preocupação das estudantes Ariadne Senna Azaro e Erika Gomes Martins com o processo erosivo acentuado na Praia do Arpoador, no Rio de Janeiro, nos últimos 40 anos.

Alunas do 8º período do curso de Geologia, orientadas pelo professor João Wagner de Alencar Castro, Ariadne e Erika são bolsistas do Laboratório de Geologia Costeira, Sedimentologia e Meio Ambiente (Lagecost) do Instituto de Geociências.

“O Lagecost já trabalha nesse tipo de pesquisa há muitos anos, principalmente em relação ao Brasil e ao Rio de Janeiro”, comentou Erika. A metodologia do projeto consistiu na interpretação de aerofotografias de diferentes períodos e análise em laboratório dos sedimentos encontrados nas coletas de areia das praias do Arpoador, Ipanema e Leblon. Foi observado que nas mesmas está havendo um fenômeno de “erosão muito forte, e até mesmo de decomposição”, como explicou Ariadne.

Segundo a estudante, foi dada ênfase na pesquisa às três praias devido à sua “importância como pontos turísticos”. Além disso, também há a questão de que a divisão entre as três “é apenas política e não física”, como observou Erika.

Outro fator relevante para a decisão do campo de estudo é a proximidade das praias da Zona Sul com a universidade, assim possibilitando a observação das mudanças, bem como a coleta de imagens e amostras com mais frequência num período de tempo maior.

Como recomendação para a recuperação da Praia do Arpoador, Ariadne explicou que é preciso fazer o “engordamento” artificial da praia com mais areia. Mas esse é apenas o começo da análise e da pesquisa que continuarão a ser desenvolvidas pelas bolsistas, visando à observação periódica nas transformações, na manutenção e na recuperação das praias da Zona Sul do Rio de Janeiro.