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Em conferência no auditório do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (Iesc/UFRJ), o secretário nacional de Vigilância em Saúde, dr. Jarbas Barbosa apresentou, na última quarta-feira (04/05), o planejamento de sua gestão para os próximos quatro anos à frente da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.  

Sem pormenorizar cada eixo de atuação, Jarbas Barbosa deu um panorama sobre quais seriam as prioridades da Vigilância em Saúde no Brasil para o período de 2011 a 2014. O fortalecimento do Sistema de Vigilância de Doenças Transmissíveis foi o primeiro tema abordado. Para Barbosa, o processo de monitoramento contínuo dos casos de todas as doenças ao mesmo tempo, além de ser impraticável, às vezes, torna-se uma ação ineficiente. “Essa é apenas uma das estratégias para a vigilância e não a única”, declara.

Na opinião dele, encher o sistema com registros individuais de cada atendimento realizado nas unidades de saúde, às vezes, pouco ajuda na promoção de alguma ação de vigilância. Dessa forma, Barbosa apontou a implantação de novas estratégias adequadas aos objetivos da vigilância, como prioridade dentro desse campo. Além disso, atualizar a lista de doenças de notificação compulsória, estruturar um novo Sistema Nacional de Atendimento Médico (Sinam) e a integração com serviços públicos e privados também são ações que constam na lista do planejamento.

Outras linhas de atuação foram mencionadas, como a ampliação da capacidade de resposta às emergências em Saúde Pública e o fortalecimento dos Programas de Prevenção e Controle de Doenças Transmissíveis. Entre as doenças citadas estão a dengue, a pneumonia, as hepatites virais e as DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis). Nesses campos, o secretário ressaltou a necessidade de revisar as estratégias realizadas em cada caso e de reduzir ao máximo o tempo entre a vivência de uma emergência e a transformação do conhecimento acumulado em uma prática de vigilância.

O desenvolvimento de um Programa Nacional de Imunizações, de ações para eliminar e controlar as doenças transmissíveis relacionadas à pobreza e o fortalecimento da vigilância, prevenção e controle das doenças não transmissíveis (tabagismo, sobrepeso, câncer) também apareceram na pauta apresentada pelo secretário. Além desses temas, o aperfeiçoamento de informações e análises, o fortalecimento da vigilância ambiental e a implantação de uma política nacional de saúde do trabalho, envolvendo desde o atendimento até o monitoramento dos profissionais também foram ações destacadas.

Além desses eixos de atuação direta da Secretaria de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa apresentou assuntos que não estão ligados diretamente à Secretaria, mas que também merecem atenção e constam no planejamento, o que ele denominou de assuntos transversais. Entre eles estão a formação de epidemiologistas para os serviços de saúde, por meio de parceiras com as universidades, por exemplo, e a elaboração de ações que contribuam para eliminação da pobreza extrema.