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Memória

Por um processo democrático

Conselheiros criticaram o envio de mensagens apócrifas dirigidas a duas das chapas que concorrem à Reitoria para o quadriênio 2011-2015. Na mesma sessão, foi aprovado o título de doutor honoris causa ao cineasta Nelson Pereira dos Santos.

Durante a sessão ordinária do Conselho Universitário desta quinta (24/03), durante o expediente, alguns conselheiros repudiaram o envio de mensagens apócrifas dirigidas a duas das chapas que concorrem aos cargos de reitor e vice-reitor para o quadriênio 2011-2015. O professor Marcelo Corrêa e Castro, decano do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), afirmou que as referidas mensagens não são merecedoras de crédito. Ainda de acordo com o docente, tal iniciativa “em nada contribui para o processo democrático” na instituição.

Fernando Amorim, conselheiro associado do Centro de Tecnologia (CR) da UFRJ, disse que, “além do óbvio objetivo político-eleitoral”, as mensagens “desqualificam o Conselho Universitário”, instância máxima de deliberação da universidade. O conselheiro, afirmou ainda que apurou as denúncias e que não constatou materialidade em nenhuma delas. “Esta é a pior maneira possível de fazer política e nós pensávamos que ela já estava extinta dentro da universidade”, concluiu Amorim.

Nelson Pereira dos Santos

Os conselheiros também aprovaram o título de doutor honoris causa ao cineasta Nelson Pereira dos Santos. Aos 82 anos, o diretor, nascido em São Paulo, é um dos ícones do Cinema Novo, ao lado de Glauber Rocha. Entre suas obras mais conhecidas, figuram Vidas Secas (1963), da obra de Graciliano Ramos; Rio 40 graus (1955) e Como era gostoso meu francês (1971). Em 2006, foi eleito para a cadeira número sete da Academia Brasileira de Letras (ABL), que já pertenceu a Castro Alves.