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Hospital Universitário esclarece dúvidas sobre gripe A H1N1

Foi iniciada nesta segunda (22/03) a vacinação para gestantes, doentes crônicos e crianças de seis meses a dois anos.

O Ministério da Saúde inicia nesta segunda (22/03) a vacinação contra a Influenza H1N1 para gestantes, doentes crônicos e crianças de seis meses a dois anos. A imunização deste grupo se estende até o próximo dia 2 de abril. O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HCFF/UFRJ) participa da campanha. 

Na última quarta-feira (17/03) o assunto foi debatido no HCFF/UFRJ. A palestra “Influenza – dados sobre a segurança da vacina”, ministrada por Alberto Chebabo, Chefe do Serviço de Doenças Infecciosas e Parasitárias – HUCFF, foi organizada com o intuito de divulgar e esclarecer alguns itens sobre as vacinas contra a gripe A H1N1, visto que o número de ligações buscando informações sobre a doença aumentou bastante desde o início do processo de vacinação no Hospital Universitário.

O evento, que contou com a presença significativa de médicos e estudantes da Faculdade de Medicina da UFRJ,  teve como foco divulgar os vários resultados de estudos realizados em diversos países sobre a incidência da nova gripe. Chebabo apresentou dados do Ministério da Saúde,  onde se divulga que, no início da propagação da doença, em 2009, foram detectados 8 mil casos da nova gripe, sendo 4 mil confirmados, e 1.765 em investigação. Porém o infectologista alerta sobre o aumento vertiginoso dos casos na fase de pico da propagação da doença(junho de 2009): aproximadamente 100 mil internações, 84 mil casos de gripe A H1N1, sendo metade confirmada, e 16.692 em investigação, além de 5.500 óbitos. No ano de 2010 já foram registrados 583 casos, sendo 121 confirmados e 165 em investigação.

Vacinação em massa

Outro dado em pauta foi do planejamento da vacinação contra a gripe no país. Chebabo afirma que a lista de prioridades para vacinação se configura da seguinte forma: primeiramente, devem tomar a vacina os profissionais da área de saúde que têm contato com pacientes com gripe. Em seguida, devem ser vacinadas as gestantes. Seguidas por populações indígenas e pessoas com doenças crônicas de base, como por exemplo hepatite, diabetes, doenças renais, doenças respiratórias, entre outras. Após isto, devem se vacinar crianças saudáveis, e adolescentes de 20 a 29 anos, e por fim, os últimos a serem vacinados serão adultos de 30 a 39 anos. Chebabo também informou que os idosos não recebem a vacina contra a gripe A H1N1, pois a vacina destinada a essa faixa etária é da gripe sazonal. Com isso o Brasil pretende alcançar a maior campanha de vacinação que já foi feita no mundo: aproximadamente 91.772.647 pessoas vacinadas. Isto supera até os Estados Unidos da América, que vacinaram aproximadamente 60 milhões de pessoas.

Por fim, o professor acrescentou informações básicas sobre os quatro tipos de vacina contra a gripe A H1N1: Sanofi Pasteur, GlaxoSmithKline, Novart Fluvirin e Novart Celtura. Dentre as citadas, algumas apresentam em sua formação a presença de substâncias denominadas adjuvantes, que permitem maior capacidade imunogênica. São elas: GSK e Novart Celtura; “Apesar de não existirem evidências de que os adjuvantes contribuam para diminuir a segurança da vacina, há uma recomendação explícita de que as gestantes não utilizem vacina com essa substância”, afirma o infectologista.

Segundo ele, no setor privado brasileiro, apenas as empresas Solvay e Sanofi Pasteur tiveram interesse em distribuir suas vacinas, que atualmente se configuram como vacinas tríplice, protegendo contra Influenza B, Influenza A H2N2 e Influenza A H1N1.

Vacinação no Hospital Universitário

A partir do dia 17, a vacinação contra a gripe A H1N1 foi reiniciada no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF/RJ). Roberto Fiszman, chefe do serviço de Epidemiologia, confirmou na terça-feira (16/03) o recebimento de 1800 novas doses da vacina, destinada prioritariamente aos profissionais da área de saúde.

Fiszman ainda alertou que as vacinas foram recebidas do laboratório Glaxo- SmithKline, que utiliza substâncias que facilitam a resposta imune, chamadas adjuvantes. Apesar de não existirem evidências de que os adjuvantes contribuam para diminuir a segurança da vacina, há uma recomendação explícita de que as gestantes não utilizem vacina com essa substância. Para isto, as gestantes devem agendar a vacinação sem adjuvantes pelo telefone 2562- 2734, ou através do endereço eletrônico fiszman@hucff.ufrj.br

A aplicação da vacina com adjuvantes está sendo feita das 7h às 13h no Serviço de Segurança e Saúde do Trabalhador (SESSAT), localizado no 10º andar do HUCFF/RJ (Rua Professor Rodolpho Paulo Rocco, 255, Cidade Universitária).