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Pesquisa analisa impactos de Complexo Petroquímico

A instalação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) em Itaboraí e a criação do Arco Rodoviário do Rio de Janeiro são dois fatores que modificarão o cenário industrial do estado. Mas como o Distrito Industrial de Queimados, município da Baixada Fluminense, será influenciado por esses investimentos? Esse é o foco central da pesquisa apresentada nesta terça-feira (6/10) por Flávio Robin da Silva Correia, do curso de Geografia, sob orientação do professor Cláudio Egler durante a XXXI Jornada de Iniciação Científica.

Apesar de não ser cortado pelo Arco, nem de estar próximo do Comperj, Queimados é forte candidato a receber empresas atraídas por eles. De acordo com dados da Fundação Getúlio Vargas, o município é o terceiro mais atraente para empresas, ficando atrás apenas de Duque de Caxias e São Gonçalo. Caso as expectativas venham a se realizar, a instalação dessas empresas resultaria em um aumento de cerca de 20% no PIB do município e na geração de aproximadamente 10 mil empregos.

O Comperj é um investimento da Petrobras e tem previsão de início de operação em 2012. Ele abrigará cerca de 360 empresas de primeira e segunda geração, produzindo insumos petroquímicos e resinas termoplásticas, produtos importantes para diversas outras atividades industriais. O Arco Rodoviário do Rio de Janeiro, por sua vez, faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e planeja unir cinco grandes eixos rodoviários, cruzando os municípios de Nova Iguaçu, Japeri e Seropédica, vizinhos de Queimados.

Robin diz que a instalação de indústrias petroquímicas em Queimados não causaria grandes impactos ambientais. “As empresas teriam um menor consumo de insumos sólidos e líquidos, e os dejetos líquidos são facilmente tratados com os devidos cuidados”, afirmou.