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Museu Nacional conclui restauração da fachada

Nova fachada reconstitui a arquitetura e pintura originais.

 Pouco importou que o tempo estivesse chuvoso nesta quarta, 30 de setembro. Embora não tenha brilhado na cerimônia que celebrou a conclusão da obra de restauração, há seis meses o sol já ilumina as novas paredes do Museu Nacional da UFRJ. A fachada frontal e os torreões norte e sul ganharam novamente a coloração amarelo ocre, mesma do tempo em que o atual museu servia de residência da Família Imperial. O evento marcou a conclusão dos últimos detalhes de acabamento, que reconstituiu a arquitetura original. O tempo total da obra foi de cerca de dois anos.

O projeto é uma realização do Museu Nacional da UFRJ, em conjunto com o Instituto Herbert Levy e apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e dos Ministérios da Cultura e da Educação. A obra, orçada em R$ 1,2 milhões, recebeu o patrocínio da Petrobras, através da Lei de Incentivo à Cultura. A inauguração contou também com a apresentação do coral Sacra Vox, da Escola de Música da UFRJ.

O diretor do Museu Nacional, Sérgio Alex Azevedo, afirmou que a reforma da fachada tem por objetivo ainda chamar a atenção do público para o museu, que já vem se estruturando internamente. Segundo ele, o número de visitantes do museu quase dobrou a partir do momento em que a fachada frontal adquiriu sua feição atual. “ Há um mês, num domingo, estiveram aqui 8 mil visitantes”, relatou.

Azevedo disse ainda que a unidade passa por reformas há 15 anos e que há outras obras em andamento. Entre elas, a abertura de novas salas, que tem possibilitado a realização de um maior número de exposições. Segundo a gerente de patrocínios da Petrobras, Eliane Costa, a estatal está aberta a discutir parcerias para as reformas em execução.

Carlos Fernando Andrade, superintendente do Iphan, ressaltou a extrema importância de se preservar um museu com a história do Museu Nacional. Segundo ele, além da sua história, a unidade é detentora do maior acervo de História Nnatural e de Antropologia da América Latina.

O Museu Nacional, localizado na Quinta da Boa Vista, em São Cristovão, foi a primeira instituição científica do país e se constitui hoje num centro de intensa produção acadêmica nas áreas de Antropologia, Botânica, Geologia e Paleontologia. O acervo do museu contém 20 milhões de itens, dos quais cerca de 3 mil podem ser presenciados atualmente nas exposições.