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Altamiro Carrilho faz show no Roxinho

Com um repertório familiar e tiradas bem humoradas, o músico e compositor Altamiro Carrilho prendeu a atenção, do primeiro ao último minuto, das dezenas de pessoas que lotaram o auditório Horácio Macedo, o Roxinho, no início da tarde de quarta-feira (18/3).

 Com um repertório familiar e tiradas bem humoradas, o músico e compositor Altamiro Carrilho prendeu a atenção, do primeiro ao último minuto, das dezenas de pessoas que lotaram o auditório Horácio Macedo, o Roxinho, no início da tarde de quarta-feira (18/3). O evento abriu a série de espetáculos culturais programadas para este ano pelo Centro de Matemáticas e da Natureza (CCMN).

Pela primeira vez, o músico que já deu espetáculos em mais de 40 países e tem 142 discos gravados se apresentava para uma platéia na UFRJ. A importância do nome Altamiro Carrilho para a Música Popular Brasileira (MPB) pesou na escolha do artista para realizar a abertura da temporada 2009.

— Sempre optamos por artistas que tenham afinidade com o público do lugar. Passaram por aqui nomes como Moraes Moreira, Leila Pinheiro, Martinália, entre tantos. Mas queríamos repetir o sucesso com apresentações instrumentais, como aconteceu com o Yamandu Costa, e mostrar que o público jovem também gosta de músicas do gênero — disse Keila Chimite, responsável pela produção de eventos no Roxinho.

O saxofonista George Israel, do grupo Kid Abelha, era um dos que engrossavam a lista de admiradores de Altamiro Carrilho na plateia.  “Estou louco para ver um show dele. Ele é um monstro sagrado da MPB. Ele tem uma raiz brasileira com essa coisa de música instrumental, que não é tão disseminado entre a galera mais nova. É uma oportunidade bacana das pessoas que estudam aqui conhecerem o som, o Choro”, disse ele antes de o espetáculo começar.

Altamiro Carrilho revelou que a apresentação era uma chance de mostrar a importância da música brasileira para o público jovem, sempre atento aos ritmos musicais do mundo inteiro. Segundo ele, é preciso investir mais na divulgação da música nacional, que deveria ser um item importante na pauta de exportações. “A melhor, a mais rica em ritmos e estilos do mundo é a música brasileira. Temos mais de 40, catalogados pelo maestro Guerra Peixe. Nenhum país tem essa quantidade”, disse o artista.

Na abertura do show, que levou um pouco mais de uma hora, Altamiro tocou uma composição própria de 1949, Samba de Morro. Depois, intercalou conversas com a plateia e a apresentação de músicas de Jacob do Bandolin (Doce de Coco), Waldyr Azevedo (Brasileirinho) e compositores clássicos como Mozart e Tchaikovsky no ritmo do choro. No encerramento, ele aproveitou enquanto o público ovacionava de pé e interpretou o Hino Nacional brasileiro com os músicos Maurício Verde (cavaquinho), Pedro Bastos (violão sete cordas), Luiz Américo (violão seis cordas) e Eber e Freitas (percussão e bateria) que o acompanharam o tempo todo.