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Meta do estado é acabar com lixões até 2010

Em palestra realizada na manhã do dia 28 de abril, no Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ), Axel Schmidt, presidente da Fundação Estadual de Engenharia de Meio ambiente (Feema), falou sobre as principais políticas adotadas pelo governo do Estado para solucionar os problemas derivados de resíduos sólidos.

 Em palestra realizada na manhã do dia 28 de abril, no Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ), Axel Schmidt, presidente da Fundação Estadual de Engenharia de Meio ambiente (Feema), falou sobre as principais políticas adotadas pelo governo do Estado para solucionar os problemas derivados de resíduos sólidos.

Axel, que participou como representante do governo do estado, afirmou que a meta do governo do estado é acabar com todos os lixões do Estado do Rio de Janeiro até o final dessa gestão, em 2010, e a estratégia principal é incentivar os consórcios municipais. “Um dos grandes problemas dos lixões é que municípios pequenos não têm capacidade de investimento para fazer o tratamento adequado. Pretendemos reunir alguns municípios, com a criação de um centro, que funcione com uma técnica melhor e até como aterro sanitário”, informou.

O presidente da Feema foi um dos integrantes do “II Simpósio Internacional de Tecnologia e tratamento de Resíduos – Sardenha 2007” realizado no auditório do Bloco A da Coppe, no Centro de Tecnologia da UFRJ, no Fundão.

O evento contou ainda com a participação de Walter Suemitsu, decano do Centro de Tecnologia, representando o reitor da Universidade, Aloísio Teixeira; Cláudio Mahler, professor da Coppe e coordenador do evento; Nádia Limeira, representando o Ministério das Cidades; Marilene de Oliveira, presidente da Fundação Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (Serla); Isaac Júnior, presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), entre outros.

Cláudio Mahler deu início ao Simpósio, que pretende apresentar trabalhos sobre resíduos sólidos, para que novas estratégias possam ser pensadas no tratamento destes. 

Marilene de Oliveira falou sobre as duas questões mais críticas a respeito do assunto: lixo nos rios e esgoto sem tratamento. A representante da Serla valorizou ainda, a importância do evento, pois através dele é possível conhecer novas tecnologias que possam auxiliar no tratamento desses ambientes poluídos.

A Feema atua com relação ao lixo flutuante. A partir dos programas emergenciais criados durante o Pan, a Instituição, em parceria com a Serla, estuda a implantação de novas barreiras. Uma das grandes preocupações do governo é a falta de infra-estrutura para alocar os detritos de forma satisfatória.

Atualmente, a maior parte do lixo vai para o aterro sanitário de Gramacho, que se encontra em situações precárias de funcionamento, com boa parte interditada, devido a problemas como rachaduras nas áreas de recolhimento. Há uma iniciativa de novos empreendimentos como esse em paciência, que está em fase de licenciamento. Após licenciado, leva cerca de 8 meses para começar a receber os resíduos. E durante esse tempo, o governo continua usando o aterro de Gramacho.

– Estamos resolvendo o maior passivo de todos, que é a Ingá, uma indústria pedreira que poluiu durante muito tempo as margens da baia de Sepetiba. A área está em leilão e quem comprar terá a responsabilidade de descontaminar a região. Mas uma boa parte da concentração de zinco e cádmio que havia nos resíduos despejados já foi retirada, informou Schmidt.

A Petrobras ajuda na retirada de muitas das toneladas de produtos poluentes que contaminam Queimados, onde funcionou uma empresa de forma irregular durante muitos anos.

Na cidade dos meninos, em Duque de Caxias, está sendo feita uma licitação para contratação de uma empresa pelo Ministério da Saúde que é responsável pelo problema de poluição na região. Lá funcionava uma antiga fábrica de BHC, um inseticida altamente prejudicial à saúde, proibido no país há quase 20 anos. Com a restrição ao uso do produto, a empresa “fechou as portas” e abandonou a área com toneladas do poluente exposto.

Com o tempo, a própria população local começou a vendê-lo como pó de broca e usá-lo para tapar buracos na rua, devido a sua capacidade de escoamento de água, o que acabou espalhando o efeito danoso do inseticida para uma área bem maior. O governo do Estado do Rio de Janeiro mapeou toda a região contaminada e reconhece a gravidade da situação.

Conjuntos habitacionais estão sendo construídos para abrigarem a população que precisa ser retirada do local, embora haja uma resistência muito grande quanto a isso. No entanto, segundo informou o representante do governador, essa é a única maneira de descontaminar a área.

De acordo com Walter Suemitsu, o Centro de Tecnologia foi pioneiro no sistema de reciclagens em instituições federais através do projeto Recicla CT, ocorrido em 2007. Informou ainda, que há um projeto recicla UFRJ, com a finalidade de expandir a iniciativa para toda a universidade.

O evento segue com a sua programação até quarta-feira, 30. Todos estão convidados a assistir hoje, 29, a partir das 17hs, ao coral realizado por garis da cidade do Rio de Janeiro, no auditório do Bloco A do Centro de Tecnologia, localizado na Av. Athos da Silveira Ramos, 149, Ilha da Cidade Universitária, no Fundão.