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VI Mostra de Teatro da UFRJ

O Curso de Direção Teatral da Escola de Comunicação da UFRJ apresenta do dia 10 de novembro ao dia 17 de dezembro a VI Mostra de Teatro da UFRJ. Esse ano dez Projetos Experimentais dos formandos em Direção Teatral da ECO serão apresentados, a cada três dias. Na abertura da Mostra será encenado o Projeto Final de Artes Cênicas do Colégio de Aplicação da UFRJ, onde os alunos do 4º período de Direção Teatral e os estudantes de Artes Cênicas do 2º ano do Ensino Médio do CAp apresentarão o Projeto ContextoAção, uma criação coletiva textual que, de forma lúdica, pontua o mundo.

 Curso de Direção Teatral da Escola de Comunicação da UFRJ apresenta do dia 10 de novembro ao dia 17 de dezembro a VI Mostra de Teatro da UFRJ. Esse ano dez Projetos Experimentais dos formandos em Direção Teatral da ECO serão apresentados, a cada três dias. Na abertura da Mostra será encenado o Projeto Final de Artes Cênicas do Colégio de Aplicação da UFRJ, onde os alunos do 4º período de Direção Teatral e os estudantes de Artes Cênicas do 2º ano do Ensino Médio do CAp apresentarão o Projeto ContextoAção, uma criação coletiva textual que, de forma lúdica, pontua o mundo visto pelo adolescente. 

A Mostra é um resultado da parceria com a Escola de Belas Artes (cursos

 Foto: Acervo AGN 2
  

 Estudantes de Direção Teatral
 ensaiam para a VI Mostra

de Indumentária e Cenografia) e conta também com alunos bolsistas de Jornalismo, Produção Editorial e Rádio e TV (ECO) para a divulgação do evento, produção de material fotográfico, videográfico, folder e cartazes. Tudo de acordo com o espírito de integração entre as habilitações preconizado pela nova diretora da ECO, professora Ivana Bentes. A iniciativa recebe recursos da Fundação José Bonifácio, FUJB; da Pró-Reitoria de Graduação, PR-1; e da Pró-Reitoria de Extensão, PR-5. Também tem sido fundamental, todos estes anos, o desempenho da Casa da Ciência da UFRJ, que contribui com a produção executiva e a elaboração de material gráfico do evento.
 

 Foto: Cecília Castro
  

 Profª Carmem Gadelha, Coordena-
dora do Curso de Direção Teatral

Este ano, a Mostra, a fim de reinaugurar a Galeria Vitrine da ECO, apresentará uma exposição de fotos, material cenográfico e de figurinos da Mostra de 2005. Segundo a coordenadora do Curso de Direção Teatral, Carmem Gadelha, a Mostra não apenas apresenta espetáculos. “Este evento, além de reunir trabalhos de formatura de alunos, está ligado ao calendário cultural da cidade. Nós temos um público que cresce a cada ano, com sessões lotadas”. Apenas no ano passado, em 2005, foram mais de dois mil espectadores. Este ano, com maior número de espetáculos, a expectativa é de alcançar os três mil.
 
A coordenadora da Mostra, professora Eleonora Fabião, diz que o evento tem como objetivo “fechar com chave de ouro” o período de graduação dos alunos. “A Mostra é um projeto transdisciplinar de extensão, e vai além da formatura estabelecendo uma zona de intercâmbio entre a produção universitária e a sociedade carioca”. E ainda acrescenta que “a Mostra é motivo de orgulho enorme, é um momento de união entre alunos, professores e funcionários. Ela cresceu muito nos últimos anos; as sessões lotam, já temos um público cativo”.
 
Segundo o responsável pela coordenação de iluminação, professor José Henrique Moreira, “o evento tem como fundamental importância a consagração da formação dos alunos de Direção Teatral. É o trabalho de formatura realizado diante de um público de aproximadamente 2.500 pessoas que deverão passar por aqui”.
 
O Curso de Direção Teatral tem crescido nos últimos anos e por isso são cada vez maiores as demandas por infraestrutura e condições de produção. “Este é um dos cursos com menor índice de evasão escolar da UFRJ, quase zero” explica Carmem Gadelha. A carência de espaço evidencia-se não apenas para as apresentações, mas também para os ensaios e aulas práticas. “Os alunos ensaiam precariamente, utilizando o tempo vago nas salas de aula”.
 
José Henrique diz que “a Mostra acontece desde 2001 e até o ano passado era na Casa da Ciência, mas devido a obras internas, tivemos que realizar melhorias na sala Oduwaldo Vianna Filho, situada na Escola de Comunicação, que servirá de palco para as apresentações. Toda essa obra teve o apoio integral da direção da ECO, mas também contou com a reivindicação dos alunos da Direção Teatral.
Segundo a diretora da ECO, professora Ivana Bentes, “a Mostra de Teatro da UFRJ apresenta o potencial cultural dentro da Universidade e dá visibilidade ao curso de Direção Teatral, a ECO e a UFRJ, como celeiro de novos talentos para a cena cultural e artística carioca”. Ivana ressalta que a Direção Teatral está totalmente integrada a Escola e ao campo da Comunicação, “o curso ganhou um espaço novo, obteve novo professor por concurso, seus alunos foram premiados em Festivais, isso é um estímulo para a excelência e vamos continuar apoiando a Coordenação e o Curso”.

 Sobre a importância da Mostra, Carmem ressalta que o evento tem-se firmado no calendário cultural do Rio nos últimos anos, e com isso aumenta “a responsabilidade social da Universidade”. A professora dá destaque à extensão universitária e sua função mediante o esvaziamento das ações do Estado no fomento à cultura. “A Mostra tem uma marca de qualidade e padrão de profissionalismo e responsabilidade com o produto poético e estético”. E ainda acrescenta, “quando nós formamos alunos ligados à arte e ao teatro, estamos formando cidadãos capazes de produzir pensamento e reflexão sobre o mundo, o homem e a sociedade. O lugar do teatro é o lugar próprio de reflexão sobre a cidadania desde os gregos, além, é claro, de configurar-se como campo de cruzamento de saberes”.
 
A Mostra será na Sala Oduwaldo Vianna Filho (número 136), da Escola de Comunicação,  campus da Praia Vermelha.
A entrada é franca.
Haverá distribuição de senhas uma hora antes dos espetáculos.
Colabore com o Natal de quem tem fome, traga 1kg de alimento não-perecível.

Veja a programação:
 
Abertura:

dia 10/11 às 20 h
Os alunos do 4º período de Direção Teatral e os alunos de Artes Cênicas do 2º ano do Ensino Médio do Colégio de Aplicação da UFRJ apresentam o Projeto ContextoAção, uma criação coletiva textual que, de forma lúdica, pontua o mundo visto pelo adolescente. Três momentos compõem o espetáculo sob orientação artística das professores do CAp, Fátima Novo e Andréa Pinheiro.

10, 11 e 12 de novembro, às 20h
Mistério no Ar, criação coletiva
Última chamada para o vôo 171. Apertem os cintos: todos têm algo a esconder.
Direção Olívia Zisman
 
Garotos e Garotas, adaptação de Tânia Pessanha de textos do Grupo Obrigado Esparro, com colaboração do elenco
O processo do crescimento e amadurecimento humano e suas idiossincrasias.
Direção Amazona Angélica e Marília Marino

Os Domestikos
, texto de Thiago Fernandes com colaboração do elenco
Reflexão humorada sobre preconceitos e estereótipos.  
Direção Gabriela Martins
 
14, 15 e 16 de novembro, às 20h

Auto da Barca de Camiri, de Hilda Hilst
Numa espécie de julgamento, testemunhas falam a respeito de um Homem que trazia nas mãos “um possível maná” e havia feito o milagre de ressuscitar um pássaro.
Direção Rodrigo Molinari
Orientação Antonio Guedes

17, 18 e 19 de novembro, às 20h
A Vida em Duralex, baseado na obra A Casinha dos Velhos, de Maurício Kartún
Rubén, aos 32 anos, volta à casa dos pais porque acaba de se divorciar. Mas ele sempre volta, por outros motivos. Reencontra seu passado e antecipa seu futuro.
Direção Leticia Guimarães
Orientação Marcellus Ferreira

21, 22 e 23 de novembro, às 20h

As Três Irmãs, de Anton Tchékhov
Em meio a uma vida regular, plana, comum e vulgar, no interior da Rússia, as três irmãs sonham dia após dia em voltar a Moscou, onde haviam passado uma infância feliz.
Direção Rafael Souza-Ribeiro
Orientação Rosyane Trotta
 
24, 25 e 26 de novembro, às 20h
Eles não usam Black-Tie, de Gianfrancesco Guarnieri
Um morro carioca. Vidas sendo vividas e compartilhadas. Surge mais um momento de provação. Todos querem resistir. Todos menos um.
Direção Menelick de Carvalho
Orientação Rosyane Trotta

28, 29 e 30 de novembro, às 20h

Confraria das Portas Amarelas, de Felipe Barenco
Aqui, portas amarelas são signos de ascensão social. Nessa cidade, apenas um grupo de escolhidos tem o privilégio dessa cor. Os que não a têm esperam. Esperam receber, esperam ter a honra. Esperam na ânsia de pintar suas portas.
Direção Fernanda Areias
Orientação Carmem Gadelha
 
01, 02 e 03 de dezembro, às 20h
La Chunga, de Mario Vargas Llosa
Fantasia e realidade se misturam no barzinho da Chunga. Nesse ambiente árido, machismo, tabus, violência e sensualidade são elementos comuns.
Direção Rodrigo Garcia
Orientação Fábio Ferreira
 
05, 06 e 07 de dezembro, às 20h
Santidade, de José Vicente
Peça interditada pela censura, destacava as forças renovadoras que atuavam em nosso mundo à época da contracultura. Quarenta anos depois, essas forças são reclamadas com ainda maior urgência: as forças do presente atravessadas pelas forças do passado.
Direção Thiago Arrais
Orientação Adriana Maia
 
08, 09 e 10 de dezembro, às 20h
A Menina de Lá, de João Guimarães Rosa
A Menina de Lá faz parte do livro Primeiras Histórias, de João Guimarães Rosa.
Ambientado no sertão mineiro, o conto focaliza o lado mágico e transcendental da vida.

Direção Gisele Alves
Orientação José Henrique B. Moreira
 
12, 13 e 14 de dezembro, às 20h
Os Sapatinhos Vermelhos, de Caio Fernando Abreu
A camada mais externa do homem é, hoje, quase o único acesso possível. Distanciado por intermédios tecnológicos, a essência dá lugar à aparência. As relações são efêmeras, o sentimento é blasé e o instintivo se deturpa.

Direção Tales Frey
Orientação Adriana Maia
 
15, 16 e 17 de dezembro, às 20h
Crônica de uma Morte Anunciada, de Gabriel García Márquez
É o último dia de vida de Santiago Nasar: sujeito assassinado pelos irmãos de Ângela, a jovem de quem ele, supostamente, tirou a virgindade.
Direção Paula Valente
Orientação Fábio Ferreira