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100 anos de Shostakovich

No dia 25 de setembro, será comemorado o centenário de nascimento do russo Dmitri Shostakovich, um dos mais brilhantes compositores do século XX. Com apenas 19 anos apresentou sua primeira sinfonia passando, depois disso, a ser internacionalmente conhecido e admirado.

Durante sua vida escreveu música para balé, teatro, além das óperas. Compôs, também, música para cinema e trabalhou como “pianeiro”, pianista que tocava durante as apresentações de cinema mudo.

O compositor manteve um complexo relacionamento com o governo soviético sendo repreendido oficialmente duas vezes em 1936 e 1948. Em 1936, sua ópera Lady Macbeth de Mtsensk, baseada na novela de Nikolai Leskov, foi banida dos teatros soviéticos, pois Stalin a considerou pornográfica. Em 1948, sofreu outra repreensão, após o sucesso internacional da 7º sinfonia, a qual retratava o sofrimento do povo soviético durante o cerco à Leningrado.

Entretanto Shostakovich era um comunista verdadeiro e imprimia tal característica em suas obras como é o caso da 2º sinfonia (A Revolução de Outubro, de 1927) ou da 12º (À Memória de Lênin, de 1961).

Shostakovich homenageado

O Fórum de Ciência e Cultura, em parceria com o Instituto Cultural Brasil Rússia e o Consulado da Rússia, realizou um Tributo ao compositor russo, no dia 31 de agosto.

O recital, com composições de Dmitri Shostakovich, para piano violino e violoncelo foi realizado pelos músicos Rubem Reina (violino), Antonio Del Claro (violoncelo) e Marília Caputo (piano). Estes interpretaram as sonatas para violoncelo e piano: Allegro non troppo, Allegro, Largo e Allegretto. Tocaram, também, o Trio n.2 para violino, violoncelo e piano: Andante, Allegro con brio, Largo e Allegretto.

Para Jehovah de Arruda Camara, presidente do Instituto Cultural Brasil-Rússia,”Shostakovich é o maior compositor do século XX”.

Emocionada a diretora musical do Instituto Brasil-Rússia, Maria Helena de Andrade, resumiu as qualidades de Dmitri Shostakovich: ”Sua música reflete sua personalidade, ao mesmo tempo intimista e brilhante, seu amor pelo seu povo e sua pátria, que jamais abandonou, nela permanecendo durante toda sua vida”.