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Leonídia, uma performance acima de qualquer preconceito

O espetáculo foi desenvolvido a partir do livro “Leonídia”, de Myriam Fraga, biografia de uma mulher que supostamente enlouqueceu por amor ao poeta Castro Alves.

Leonídia. Este é o nome de uma mulher apaixonada pelo poeta Castro Alves, personagem da história representada pela performance cultural da Trupe diVersos. A companhia é composta por pessoas em tratamento nos serviços de Hospital-Dia, do Instituto de Psiquiatria da UFRJ (Ipub), e no Hospital Municipal Philippe Pinel, além de uma cadeirante e de um ator cego do Instituto Benjamin Constant, que interpreta o poeta brasileiro.
 
Fazendo uso de múltiplas linguagens, como dança, poesia, música e projeções de fotografias para compor o cenário, o espetáculo desenvolveu-se por livre criação coletiva, a partir da leitura do livro Leonídia, de  Myriam Fraga, biografia de uma mulher internada no hospício São João de Deus, Salvador/BA, e que teria supostamente enlouquecido por amor ao poeta Castro Alves, seu amigo de infância. 

Leonídia faz uma crítica aos asilos e ao preconceito. Sua construção se deu no âmbito do Projeto Paratodos, sob coordenação da professora Marta Peres, da Escola de Educação Física e Desportos da UFRJ. “Por intermédio desse projeto de extensão, é possível vivenciar experiências de criação cênica por um grupo bastante heterogêneo, unindo a ciência envolvida com a dança, como a cinesiologia, às atividades de fruição artística e conscientização corporal”, explica a professora.

SERVIÇO
Data: 17 de dezembro de 2015
Horário: 18h
Entrada Franca
Local: Casa da Ciência da UFRJ
Rua Lauro Müller, 3 – Botafogo (próximo ao Rio Sul)

Fonte: Assessoria de Comunicação da Casa da Ciência / Fernando Pedro