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Assistência Estudantil é prioridade

Políticas de assistência estudantil são pauta prioritária da agenda da UFRJ para 2015. Até 18 de dezembro no ar, uma pesquisa destinada a conhecer o perfil do graduando da UFRJ sorteará cinco tablets, entre os alunos que responderem ao questionário on-line.

Por Jean Souza e Fernanda Freitas

A Reitoria da UFRJ chega ao fim do ano com uma pauta prioritária na agenda: políticas de assistência estudantil. As discussões e ações para a área foram diversas ao longo do ano, com destaque para as melhorias promovidas na Residência Estudantil, que passa por sua primeira reforma geral.

De acordo com o pró-reitor de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças da universidade, Carlos Rangel, as verbas para alimentação na UFRJ terão aumento de 30% em 2015, e a proposta orçamentária do próximo ano contempla recursos para implantação dos restaurantes da Praia Vermelha e Macaé.

Alunos que responderem à pesquisa online concorrem a tablets

A Superintendência Geral de Políticas Estudantis (SuperEst) promove, desde novembro, uma pesquisa sobre o perfil do graduando, cujo objetivo é conhecer as demandas e características do alunado, medida essencial para a elaboração de políticas de assistência estudantil na UFRJ.

Em comunicado enviado aos alunos através do Sistema Integrado de Gestão Acadêmica (Siga), o superintende da área, Ericksson Almendra, anunciou que os alunos que responderem ao questionário irão concorrer a cinco tablets.

No questionário disponível no site www.perfil.ufu.br,  os alunos podem informar à UFRJ as dificuldades que enfrentam na rotina acadêmica e dados sobre acesso à saúde, transporte, entre outros. O prazo para responder à pesquisa é 18 de dezembro.
Os aparelhos, da marca Samsung, possuem sistema Android, tela de dez polegadas, Wifi e memória de 16 Gb.

“Essa pesquisa visa a levantar o perfil socioeconômico-demográfico de nosso alunado, que tem se alterado drasticamente a partir da adoção do sistema Enem/Sisu como método de ingresso e das políticas de cotas”, informou Ericksson.

“É importante termos dados precisos para planejamento de nossas ações, para a obtenção de mais verbas. Por isso, está sendo feita em todo o Brasil, em todas as instituições federais de ensino superior. Neste momento, a UFRJ está em segundo lugar no número de respostas, mas apenas em 23º lugar no percentual de participantes. Vamos virar isso?”, provocou.

Conselheiros do CEG visitam Residência Estudantil

No dia 25 de novembro, o Conselho de Ensino de Graduação (CEG) deslocou-se da Reitoria para a Residência Estudantil, a fim de discutir especialmente as questões ligadas a  políticas de assistência aos alunos da UFRJ.

  

De acordo com a pró-reitora de Graduação, Angela Rocha, nos últimos anos houve um salto de 2% para 23% no número de alunos provenientes de outros estados na UFRJ. Além disso, com 50% do número de vagas reservados à ação afirmativa, a demanda pela assistência cresceu muito, enquanto que, do outro lado, a universidade possui um déficit orçamentário que não dá conta de todas as suas demandas.

Após a reunião, os integrantes do CEG visitaram apartamentos, para levantar demandas por melhorias e acompanhar as obras.

Algumas propostas foram encaminhadas à professora Ângela Rocha, presidente do CEG, ao final da sessão. Claudio Ribeiro, da Adufrj, associação de docentes da UFRJ, sugeriu que fosse encaminhada uma recomendação ao Escritório Técnico da Universidade, para que as obras do local fossem tidas como prioritárias.

A professora Claudia Lino Piccinini cobrou da Reitoria a contratação imediata de orçamentistas e projetistas para obras na universidade, mas foi contestada pela pró-reitora, que afirmou depender da liberação das vagas pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).

Ângela Rocha defendeu que os estudantes que estão na fila aguardando vagas na Residência Estudantil devem ser convidados a participarem das próximas reuniões, para que fiquem informados das discussões sobre moradia.

 Os conselheiros do CEG defenderam também que estudantes da UFRJ deveriam ser convidados a acompanhar o reitor nas próximas visitas a Brasília, em reuniões com o Governo Federal, para exporem suas realidades na universidade.