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Não há vagas

O prefeito da UFRJ, Ivan Carmo, esteve no campus universitário da Praia Vermelha para uma reunião com os diretores de unidades. Acompanhado do subprefeito, Enio Kaippert, Carmo ouviu queixas e sugestões dos dirigentes acerca da utilização do espaço para estacionamento.

Dirigentes discutem alternativas para o estacionamento da Praia Vermelha

O prefeito da UFRJ, Ivan Carmo, esteve, na última terça-feira, no campus universitário da Praia Vermelha para uma reunião com os diretores de unidades. Acompanhado do subprefeito, Enio Kaippert, Carmo ouviu queixas e sugestões dos dirigentes acerca da utilização do espaço para estacionamento.

O professor Angelo Cister, diretor da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (Facc), relatou um episódio em que se desentendeu com um dos vigilantes do campus. “Falta comando, falta ordem, falta treinamento”, afirmou o diretor. Em resposta, o subprefeito se desculpou pelo incidente e disse que o vigilante foi advertido. “Sempre fazemos treinamentos com os nossos funcionários, tanto em campo, quanto em sala de aula. Em função dos incidentes relatados, assumi o gerenciamento do estacionamento e estamos tomando providências”, garantiu.

Bety Ribeiro Corrêa, servidora técnico-administrativa da Faculdade de Educação (FE), por sua vez, elogiou o tratamento recebido por parte dos funcionários do estacionamento, mas recordou um episódio em que um motorista dirigia em alta velocidade. Ao solicitar que o condutor trafegasse mais devagar, teria sofrido intimidações. Maurício Marinho, diretor da Divisão de Projetos em Imóveis Tombados (Diprit), lembrou que a Praia Vermelha é rota de passagem para deficientes visuais a caminho do Instituto Benjamim Constant e de pacientes psiquiátricos do Instituto de Psiquiatria da UFRJ (Ipub). 

Ampliação de vagas

A professora Lilia Guimarães Pougy, decana do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), apontou o problema da falta de vagas. “É bom que tenhamos a oportunidade de nos encontrar e nos manifestar de maneira civilizada. Nós expandimos o quadro de docentes e de técnico-administrativos na universidade. Sabemos que as obras dos prédios da Faculdade de Educação (FE), da Facc e do CCJE (Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas) na Cidade Universitária ainda não foram concluídas. Então o que fazer? Precisamos de vagas. Em função das reformas inconclusas no Palácio Universitário, elas diminuíram. Quais as iniciativas para resolver esta questão?”, indagou a decana. 

Pougy faz referência à redução das vagas de estacionamento da Praia Vermelha, a partir de 2011, quando tiveram início as obras de restauração do Palácio Universitário, exigidas pelo Ministério Público através de Termo de Ajustamento de Conduta, firmado entre a UFRJ e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Desde então, ficaram indisponíveis as vagas próximas ao prédio. Além disso, passou a ser autorizada apenas a entrada de veículos cadastrados de servidores da universidade, sendo vedado, inclusive o ingresso de carros de estudantes.

Atualmente, de acordo com Ivan Carmo, o campus conta com 250 vagas para 1200 usuários. A perspectiva é de que, até o início de 2015, este número suba para 350. A solução encontrada será a ocupação de uma área atualmente ociosa, ainda em negociação com as unidades. Carmo também foi questionado acerca da precariedade das instalações da Faculdade de Educação, alagada na última semana, devido às chuvas. “Vamos instalar 30 novos módulos de salas de aula no local onde hoje funciona o estacionamento ao lado do caixa eletrônico do Banco do Brasil. As vagas que hoje se encontram ali serão transferidas para o novo espaço. Assim, esses módulos vão suprir todas as necessidades da unidade, com mais conforto e infraestrutura. No entanto, isto só poderá ser feito no próximo ano, pois precisamos realizar o processo licitatório para efetuarmos a compra”, respondeu o prefeito.