Categorias
Memória

Residência estudantil conquista sua primeira reforma

Pela primeira vez em 40 anos a Residência Estudantil passará por reformas. O bloco feminino já foi totalmente desocupado e já está sendo feita a instalação do canteiro de obras. A previsão é que as obras durem dois anos.

A residência estudantil da UFRJ, na Cidade Universitária, está pronta para passar por sua primeira reforma geral, em 40 anos de existência. O bloco feminino, que será o primeiro espaço a passar por obras, foi totalmente desocupado no dia 10/2, o que possibilitou à empresa Engenews, vencedora da licitação, iniciar a instalação do canteiro de obras no dia 17/2.

A previsão para entrega dos dois blocos (masculino e feminino) totalmente reformados é de dois anos, um ano para cada. O objetivo da Reitoria é entregar um espaço totalmente adequado às necessidades dos alunos moradores do local, sobretudo seguro e confortável. Para isso, serão reformados os quartos e pavimentos, hall de entrada, escadas e áreas externas. Biblioteca e acesso à internet também terão melhorias.

Após a desocupação do bloco feminino, a Superintendência-Geral de Políticas Estudantis (SuperEst) estabeleceu um sistema de controle de acessos em livro, com identificação e registro de visitas na portaria – procedimento que, no futuro, será feito através de cartões magnéticos.

A primeira etapa dos trabalhos consistirá em reparos nos telhados e caixa d’água, e posteriormente serão feitas a instalação de escadas de incêndio, reforma do refeitório, espaços administrativos e também entorno.

De acordo com Mônica Conde, superintendente adjunta de Políticas Estudantis da UFRJ, "a implementação de algumas medidas e rotinas administrativas prévias, como o oferecimento da bolsa emergencial através de adesão voluntária, a identificação e cadastro de moradores, o controle de portaria, entre outros, foi fundamental para desocupação do bloco feminino e início da obra”.

“Contamos com apoio de diversos gestores da universidade, por exemplo, para transferir os moradores de um bloco para outro. Tivemos que fazer pequenas reformas no bloco masculino, para isso, contamos com apoio da Prefeitura Universitária, Pró-reitoria de Gestão e Governança, Coppe e Pró-reitoria de Planejamento e Desenvolvimento, que disponibilizou recursos e pessoal”, disse Mônica.

A superintendente afirma, ainda, que o cronograma das obras será amplamente divulgado, para que moradores e toda a universidade acompanhem a execução da reforma.

Nomeado no dia 17/3 como novo superintendente geral de Políticas Estudantis da UFRJ, o professor Ericksson Almendra destaca que a reforma integra um conjunto de ações da Reitoria para moradia. "A Residência Universitária continuará a ser prioridade da Superest, que acabo de assumir, e as perspectivas são as melhores. Com a reforma do antigo ‘alojamento’ e a inauguração do novo complexo o número de vagas deve dobrar até o final de 2015. Também já estamos em fase de projeto de mais um complexo nas proximidades da Faculdade de Letras com a ideia de triplicar as vagas até 2017", informou.

Desocupação de bloco durou nove meses

Um problema histórico na Residência Estudantil era a ocupação irregular de quartos, assim como o controle de acessos. Durante esse tempo, a Reitoria, através da Superest, se dedicou a identificar, entrar em contato e conscientizar os moradores sobre a importância de promover segurança e uso adequado do local.

Mônica afirma que o processo para identificar e realocar todos os moradores da Residência Estudantil durou nove meses. Ela lembra que foi criada uma comissão no Conselho Universitário (Consuni) para acompanhar de perto a questão, inclusive com a participação de estudantes moradores do local.

“Quem recebe bolsa manutenção e quiser sair da Residência Estudantil durante as obras pode optar pela bolsa emergencial”, frisa Mônica. O primeiro benefício, no valor de R$550,00 é destinado a estudantes que moram na Residência Estudantil, o segundo, no valor de R$1.200,00, contempla alunos que têm direito ao benefício, mas preferem arcar com despesas de aluguel fora da Cidade Universitária. O objetivo da UFRJ é garantir que todos que concorreram ao benefício através do processo seletivo semestral usufruam o direito da forma que acharem mais adequada.

Entre os 215 moradores atuais, 101 foram beneficiados por uma decisão do Consuni do ano passado, que permitiu que habitantes agregados continuassem no local até a conclusão da reforma do bloco feminino, desde que fossem alunos da UFRJ e tivessem matrícula ativa na universidade. A ação do conselho visou garantir que estudantes sem direito a auxílio tivessem um ano para se organizarem na busca de alternativa para moradia.

A reforma, inicialmente orçada em R$11 milhões, está sendo executada ao custo de R$8 milhões. A Reitoria trabalha ainda na construção de um novo Complexo Estudantil, com três blocos de apartamentos e restaurante, na área próxima ao Centro de Tecnologia (CT) e Centro de Ciências da Matemática e da Natureza.