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Fórum Siass debateu ideias inovadoras para a saúde do servidor

A abertura do 3º Fórum do Subsistema de Atenção à Saúde do Servidor (Siass) do Rio de Janeiro aconteceu no dia 29/10, no Auditório Horácio Macedo, no Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN−UFRJ), com a proposta de fortalecer a promoção da saúde dos servidores das instituições federais do Rio de Janeiro.

A abertura do 3º Fórum do Subsistema de Atenção à Saúde do Servidor (Siass) do Rio de Janeiro aconteceu no dia 29/10, no Auditório Horácio Macedo, no Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN−UFRJ), com a proposta de fortalecer e inovar a promoção da saúde dos servidores das instituições federais do Rio de Janeiro. O evento foi uma realização da UFRJ, em pareceria com o Fórum Permanente Siass−RJ.

A mesa de abertura foi composta pelo reitor da UFRJ, Carlos Levi; pelo pró-reitor de Pessoal, Roberto Gambine; pelo decano do CCMN, João Graciano; pela coordenadora do Siass do Ministério do Planejamento, Giane Ribeiro; pelo coordenador da Coordenação de Políticas de Saúde do Trabalhador (CPST−PR-4) da UFRJ, Eduardo Oliveira; e pela coordenadora da organização do fórum, Larissa Baruque.

Larissa destacou a força coletiva do Fórum Siass, o qual considera importante para discutir medidas de cuidado em relação à saúde do servidor federal. Ressaltou ainda que as contribuições inovadoras produzidas no fórum integrarão um relatório que será encaminhado posteriormente ao Ministério do Planejamento.

Eduardo Oliveira comentou a adoção do CCMN como “protótipo” do projeto de assistência à saúde, com o intuito de integrar os processos e fortalecer a rede Siass.

Em seguida, Giane Ribeiro citou dados do Ministério do Planejamento, como as 38 unidades de universidades no Siass que assumiram o desafio de tomar conta da saúde dos seus servidores. “Apresentar as ideias para o Ministério é essencial para que possamos, juntos, desenvolver um trabalho melhor e mais integrado, ouvindo as necessidades dos servidores em matéria de promoção, prevenção e perícia médica através de parcerias com outros colegas e com o setor do Siass”, ressaltou.

Segundo Giane, esse fórum mostra o fortalecimento da rede no estado do Rio de Janeiro, mas é preciso expandir e levar as discussões para os outros estados, aplicando as medidas adotadas aqui em outras regiões do país. “O Siass é uma única rede que precisa se fortalecer como um todo”, frisou.

Já João Graciano falou sobre a demanda do servidor federal por um programa de saúde que supra suas necessidades. Como decano do CCMN, disse que é uma honra ter o seu centro escolhido nesse processo de melhoria do acesso à saúde pelo servidor. Desejou que soluções satisfatórias fossem encaminhadas para os problemas enfrentados.

Roberto Grambine falou sobre a escolha do CCMN para receber o projeto que cuida da saúde do servidor, pois o centro tem laboratórios que colocam a vida dos trabalhadores em risco, porém não é tão grande quanto o Centro de Tecnologia (CT) ou o Centro de Ciências da Saúde (CCS) também da UFRJ, sendo assim, um protótipo perfeito.

Para Gambine, é preciso debater melhorias juntos, pois todos os servidores que constroem carreiras no setor público são necessários para avaliar o seu trabalho e a sua qualidade de vida, já que trabalham a favor do estado. “É preciso construir e incorporar a saúde do servidor a uma política que avalie a vida dele”, observou.

O reitor Carlos Levi quer garantir que essa iniciativa se expanda: “A UFRJ jamais teria a força que tem sem o trabalho de seus servidores, e o bom desempenho deles depende da qualidade da saúde de todos”.

Ainda segundo o reitor, é preciso que a troca de experiências entre as instituições federais exista para a uniformização dos processos, a fim de que os resultados sejam similares. Além disso, na opinião dele, é preciso modificar a nossa cultura e avançar para melhorar o trabalho de todos, e, assim, trabalhar no desenvolvimento sociocultural do país.

Palestra

A primeira palestra foi feita pela professora Vilma Sousa Santana, do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia, e tratou da saúde do trabalhador, psíquica e física, do bem-estar e lazer, bem como dos riscos originados no ambiente de trabalho.

Dados sobre acidentes sofridos servidores comuns e militares ou até mesmo doenças genéticas que são intensificadas e doenças ocupacionais que são causadas pelo ambiente de trabalho foram demonstrados em tabelas e rankings. Também estiveram em pauta os direitos dos trabalhadores, como licenças, auxílio doença e aposentadoria.

Segundo Vilma, os servidores têm diferentes posições, tornando alguns mais expostos e mais vulneráveis. Os que estão mais expostos ao contato com o público têm um risco de vida mais imprevisível do que o trabalhador de uma fábrica, que pode sofrer um acidente mais funcional.

As doenças psíquicas também são pesquisadas e prevenidas, como a depressão. Os males que podem provocá-las também são estudados. O equilíbrio entre família e trabalho, bullying e até assédio sexual entram na lista de exemplos práticos que influenciam o ambiente psicossocial.

A prevenção de todas as doenças que podem ser causadas pelo ambiente de trabalho deve estar em consonância com a fiscalização das condições de trabalho, com os benefícios da previdência social, com o Ministério do Trabalho e do Emprego e com o Sistema Único de Saúde (SUS).

Para finalizar, a pesquisadora abordou o quantitativo de suicídios cometidos por trabalhadores que são imediatamente influenciados por seu ambiente de trabalho. A média entre os servidores militares é maior que a de administradores públicos e outros trabalhadores comuns.

O fórum formulou um relatório de medidas inovadoras para cuidar da saúde dos servidores federais do Rio de Janeiro, que vai ser entregue ao Ministério do Planejamento para que possa ser avaliado e colocado em prática.