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Palestra de prêmio Kurt Politzer de Tecnologia encerra comemoração dos 50 anos da Pós-Graduação em Química

O Programa de Pós-Graduação em Química da UFRJ comemorou, nos dias 21 e 22 de agosto, os seus 50 anos de existência. A palestra de encerramento foi feita pelo professor Luiz Antonio d’Avila , prêmio Kurt Politzer de Tecnologia – Incentivo à Pesquisa e Inovação (2012).

 

Por meio de seminários, o Programa de Pós-Graduação em Química da UFRJ comemorou, do dia 21 a 22 de agosto, no Salão Nobre do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN), 50 anos de existência.

Durante o evento, a comunidade acadêmica pôde discutir tópicos importantes da área, como química verde na indústria do petróleo, controle e análise química de alimentos, entre outros assuntos. Houve também palestras da professora Barbara Vasconcellos da Silva e do professor William Romão Batista, vencedores do prêmio Capes de Teses 2011 e prêmio Petrobras de Tecnologia (6ª edição), respectivamente.

A palestra de encerramento foi feita pelo professor Luiz Antonio d’Avila , prêmio Kurt Politzer de Tecnologia – Incentivo à Pesquisa e Inovação (2012) e doutor em Química Orgânica. Com o tema “Do Instituto de Química (IQ) para o Grupo Química (GQ) até a Escola de Química (EQ)”, o cientista narrou toda a sua trajetória acadêmica e profissional. Em forma de agradecimento, o professor reconheceu a importância do Programa de Pós-Graduação em Química e do IQ no seu desenvolvimento intelectual e pessoal.

Status de empresário

Em tom nostálgico, d’Ávila  relembrou como foi concebido o GQ, empresa que permaneceu no mercado por mais de 15 anos. No início, o objetivo do grupo era realizar a extração do xisto da rocha e, por meio da purificação dos solventes, produzir resíduos limpos. Em função da expansão, no entanto, a empresa diversificou o processo de produção e elaborou outros produtos, como sais. Graças a um controle de qualidade rigoroso, o reconhecimento nacional da marca se tornou uma realidade e a indústria começou a exportar produtos.

Para ilustrar o sucesso alcançado, o pesquisador exibiu, com orgulho, uma reportagem do programa “Pequenas Empresas & Grandes Negócios” sobre os bastidores da indústria. “Eu faço questão de mostrar esse vídeo, porque, naquela época, ainda tinha cabelos pretos e usava brinco”, brincou. O cientista ainda ressaltou como essa iniciativa foi uma possibilidade real para ele se transformar em um empresário.

Projeto em desenvolvimento

Solicitado pela Petrobras, d’Avila  desenvolveu, a partir da teoria de Hansen, cujas informações descrevem solutos e solventes em um espaço tridimensional, um sistema prático para detectar gasolinas adulteradas.

Após coletar e examinar 295 gasolinas de todo país, 217 se apresentaram conforme, indicando um grau de 100% de acerto, e 78 exibiram um grau de adulteração, demonstrando um índice de 99,6% de acerto. Embora os resultados sejam extremamente otimistas, não há uma data exata para adoção do método.

Homenagem



No final do evento, Graciela Arbilla de Klachquin, professora adjunta do IQ e coordenadora do Laboratório de Cinética Aplicada à Química Atmosférica e Poluição, foi homenageada. Por motivos pessoais, a acadêmica abandonou o posto de vice-coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Química, cargo que ocupou de 2008 até julho de 2013.