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Corpo do antropólogo Gilberto Velho é cremado no Rio

O corpo do antropólogo Gilberto Velho foi cremado na manhã dessa segunda, dia 16, no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju. Decano do Departamento de Antropologia Social do Museu Nacional da UFRJ, o acadêmico foi pioneiro em estudos sobre Antropologia Urbana.

 A cerimônia de cremação do corpo do antropólogo Gilberto Velho ocorreu na manhã dessa segunda, dia 16, no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju. Decano do Departamento de Antropologia Social do Museu Nacional da UFRJ, o acadêmico, autor de estudos pioneiros sobre Antropologia Urbana, morreu na madrugada do último sábado, no Rio de Janeiro. O professor fazia parte, desde 2000, da Academia Brasileira de Ciências (ABC).

Gilberto Cardoso Alves Velho graduou-se em Ciências Sociais no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS-UFRJ) em 1968. Obteve o mestrado em Antropologia Social no Departamento de Antropologia do Museu Nacional da UFRJ, em 1970. Especializou-se em Antropologia Urbana e das Sociedades Complexas na Universidade do Texas, em Austin (EUA), e concluiu o doutorado em Ciências Humanas pela Universidade de São Paulo, em 1975.

Lecionou e realizou uma série de pesquisas em Antropologia Urbana, tanto no Brasil quanto no exterior, em cursos de graduação e pós-graduação de várias universidades.  Presidiu a Associação Brasileira de Antropologia (ABA), a Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs) e foi vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Integrou o Conselho Federal de Cultura, o Conselho Deliberativo do CNPq, o Conselho Consultivo da Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) e a Comissão de Coordenação do Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex). Era membro da Coordenação de Programas de Estudos Avançados (Copea-UFRJ) e pesquisador 1-A do CNPq.

Publicou mais de 160 artigos em periódicos nacionais e internacionais, além de ter sido organizador e autor de 16 livros. Recebeu ainda da Presidência da República do Brasil a Comenda da Ordem Nacional do Mérito Científico em 1995 e a Grã-Cruz em 2000.

* Com informações da Academia Brasileira de Ciências