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Professores da UFRJ conquistam Prêmio Faz a Diferença 2011

Os pesquisadores da UFRJ Denise Pires de Carvalho e Stevens Rehen se destacaram na edição 2011 do Prêmio Faz a Diferença, do jornal O Globo, nas categorias Saúde e Ciência/História, respectivamente. 

Dois pesquisadores da UFRJ se destacaram na edição 2011 do Prêmio Faz a Diferença, promovido pelo jornal O Globo, com apoio da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). A médica e professora Denise Pires de Carvalho, diretora do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF-UFRJ), conquistou o prêmio na categoria Saúde pelo desenvolvimento de pesquisas para combater doenças da tireoide. Stevens Rehen, professor titular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, ganhou o reconhecimento na categoria Ciência/História por sua contribuição nas pesquisas com células-tronco embrionárias.

O Prêmio Faz a Diferença presta uma homenagem aos cientistas, empresários e personalidades que se destacaram através dos seus trabalhos em prol de uma sociedade mais justa e desenvolvida. Ao todo, são distribuídos prêmios em 17 categorias. Os indicados são escolhidos por um júri, composto por jornalistas de O Globo, pelo vencedor na categoria Personalidade do Ano na edição anterior e por meio de uma votação popular, feita em dezembro através do site do jornal. A cerimônia de premiação será realizada em março.

Pioneirismo

As pesquisas coordenadas por Denise Carvalho têm auxiliado pessoas que apresentam doenças relacionadas à tireoide, como câncer, hipo e hipertireoidismo. A glândula da tireoide é importante para o organismo, pois atua na regulagem do metabolismo, do ciclo menstrual e da fertilidade, interferindo ainda na memória, na concentração e até no humor. O trabalho deu também à professora o prêmio máximo da Sociedade Latino-americana de Tireoide.

Já a equipe coordenada por Stevens Rehen vem desenvolvendo o seu próprio meio de cultivo de células-tronco embrionárias. Até então, as pesquisas por laboratórios nacionais dependiam da importação desse material. Rehen também teve atuação importante junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para negociar a liberação de pesquisas com as células. Atualmente, o grupo está trabalhando no tratamento para portadores de transtornos mentais como a esquizofrenia, identificando características bioquímicas da doença.