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Professor do Nepp-DH prevê difícil debate na Rio+20

Inicialmente programado para ocorrer em julho de 2012, o evento “Rio+20” foi antecipado em um mês e, desde já, está recebendo maior atenção do governo brasileiro. Vinte anos depois da “ECO-92”, encontro que reuniu autoridades de vários países no Rio de Janeiro para discutir o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável, esperam-se para o próximo ano resoluções que façam avançar o debate.

Inicialmente programado para ocorrer em julho de 2012, o evento “Rio+20” foi antecipado em um mês e, desde já, está recebendo maior atenção do governo brasileiro. Vinte anos depois da “ECO-92”, encontro que reuniu autoridades de vários países no Rio de Janeiro para discutir o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável, esperam-se para o próximo ano resoluções que façam avançar o debate. Apesar das expectativas das autoridades nacionais de valorizar o “Rio+20”, a crise econômica europeia e as eleições nos Estados Unidos e na Alemanha em 2012 podem tirar o foco mundial do debate.

Fundador do Laboratório de Estudos da América Latina (Leal), vinculado ao Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos (Neep-DH) da UFRJ, o doutor em Ciências Políticas e Relações Internacionais Marcelo Coutinho acredita que será difícil saírem do “Rio+20” decisões consistentes. “Uma das possíveis resoluções concretas seria a criação de um organismo internacional específico, sediado no Rio, pela importância que a cidade assumiu nesse debate. Mas quem vai pagar o preço da organização?”, questiona o docente.

De acordo com documento oficial do Brasil para o encontro, espera-se que órgãos como Organização das Nações Unidas (ONU), Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional (FMI) e Organização Mundial do Comércio (OMC) assegurem que medidas progressistas sejam devidamente consideradas em suas iniciativas.

No entanto, Coutinho acredita que seguem indefinidos os caminhos da relação dos países com o meio ambiente, já que “todos querem gozar de eventuais benefícios, mas ninguém quer arcar com os custos de cooperação global”.