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Psicose humana é tema de palestra no Ipub

O “1º Simpósio Internacional e Workshop de Identificação Precoce nas Psicoses” aconteceu no Instituto de Psiquiatria (Ipub), na sexta-feira (30/9). Um dos destaques foi a mesa “Os sintomas de 1ª ordem como transtornos do self: implicações teóricas”, ministrada por Peter Handest da Copenhagen University.

O “1º Simpósio Internacional e Workshop de Identificação Precoce nas Psicoses” aconteceu no Instituto de Psiquiatria (Ipub), na sexta-feira (30/9). Um dos destaques foi a mesa “Os sintomas de 1ª ordem como transtornos do self: implicações teóricas”, ministrada por Peter Handest da Copenhagen University.

O salão Leme Lopes do instituto estava lotado de professores e profissionais da área enquanto o palestrante falava. Ele apresentou um importante nome da psiquiatria, o alemão Kurt Schneider, que teorizava sobre diferentes formas de uma personalidade psicopática. No entanto, Handest afirmou que o teórico da década de 20 “é vago e impreciso e não atende as demandas modernas”.

Ao compará-lo com as teorias atuais, concluiu que em se tratando da esquizofrenia, por exemplo, elas também não são suficientes para explicar as diferentes formas da psicose humana. Segundo uma pesquisa do dinamarquês, os First Rank Sympthoms (FRS – Sintomas Primários da Psicose), diagnosticados em pessoas que vivem em outro mundo que não o real, não necessariamente indica o quadro da esquizofrenia.

Handest encerrou a apresentação mostrando vídeos de diferentes casos nos quais a personalidade psicopática se constitui. Os casos de pacientes que assistiam sua vida como um filme, em que nada é real, ou de ex-soldados de guerra que viam cartazes do metrô com mensagens supostamente direcionadas a eles, surpreenderam e esclareceram a plateia que respondia com entusiasmo à pesquisa do professor de Copenhagen.