Categorias
Memória

Consuni discute cessão de uso de imóvel da UFRJ

O Conselho Universitário (Consuni) debateu na quinta-feira, 28 de julho, a cessão de uso do imóvel situado na Praça da República nº 22 ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A questão, contudo, será votada na próxima reunião do Conselho.

Conselheiro José Carlos Pereira. Foto de Marco FernandesO Conselho Universitário (Consuni) debateu na quinta-feira, 28 de julho, a cessão de uso do imóvel situado na Praça da República nº 22 ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A questão, contudo, será votada na próxima reunião do Conselho.

O conselheiro discente Tadeu Alencar, que pedira vistas ao processo, emitiu parecer contrário à cessão de uso do imóvel, enquanto não for atendida a reivindicação de um restaurante universitário para os estudantes dos cursos localizados no Centro da cidade. O relator do processo, o conselheiro técnico-administrativo José Carlos Pereira considerou oportuna a cessão. “O mesmo modelo é utilizado em outros prédios históricos. O acordo salvaguarda o patrimônio cultural da cidade.”

A proposta do Iphan é tornar o prédio um centro cultural dedicado às velhas guardas das escolas de samba. O decano do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) Marcello Corrêa e Castro considerou curioso que um edifício considerado, estruturalmente, inadequado que estudantes tenham aulas seja julgado apto a abrigar samba. “E não me parece que o Iphan seja competente para administrar espaços ou sugerir-lhes o melhor uso”.

Fernando Amorim, representante dos professores associados do Centro de Tecnologia (CT), considerou a discussão “conservadora e imobilista”, pois o edifício está há quatro décadas sem uso. “Não concordo que não nos preocupemos com nosso patrimônio. A UFRJ é uma das instituições com maior número de prédios históricos e a maioria está em bom estado”, defendeu.

O conselheiro discente Júlio Anselmo sugeriu que no primeiro andar do prédio da Praça da República poderia ser instalado um restaurante universitário e que os andares superiores poderiam abrigar a pós-graduação da Faculdade de Direito, que necessita de espaço físico para expandir suas atividades. “Talvez apareça mais nos tablóides internacionais uma ‘Casa do Samba’ do que um ‘bandejão’, mas este último serve muito mais à proposta de universidade inclusiva que temos”, argumentou o conselheiro.

Novo curso de mestrado
Os conselheiros aprovaram a criação do Mestrado Profissional em Educação, Gestão e Difusão em Biociências, do Instituto de Bioquímica Médica (IBqM). O curso terá 420 horas de aula, distribuídas ao longo de 24 meses, e seu quadro docente será formado por nove professores permanentes e dois professores colaboradores.