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Pré-Universitário de Nova Iguaçu inaugura atividades de 2011

Foram inauguradas, dia 26 de abril, as atividades do curso Pré-Universitário de Nova Iguaçu no ano de 2011. O curso, que completa seis anos, é uma parceria entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Prefeitura de Nova Iguaçu, e prepara jovens e adultos para o ingresso no ensino superior.

CPU de Nova IguaçuForam inauguradas, dia 26 de abril, as atividades do curso Pré-Universitário de Nova Iguaçu no ano de 2011. O curso, que completa seis anos, é uma parceria entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Prefeitura de Nova Iguaçu, e prepara jovens e adultos para o ingresso no ensino superior. Sob coordenação da Pró-Reitoria de Extensão, o Pré-Universitário reúne uma equipe de cerca de cem pessoas, entre professores, estudantes de graduação e pós-graduação e técnicos de diferentes unidades da UFRJ. Este ano o projeto recebeu quase 3.000 inscrições. Ao todo, mais de 1.200 estudantes foram selecionados para participar do curso. Além das aulas convencionais, o projeto também investe em atividades de campo, como visita a exposições e atividades culturais. Segundo o coordenador do projeto, Victor Lemus, que abriu o evento, o objetivo não é apenas fazer com que os estudantes entrem na universidade, mas provocar uma mobilização, uma transformação nos projetos de vida e de trabalho de cada um.

Além de Victor, compunham a mesa de abertura a prefeita de Nova Iguaçu, Sheila Gama; a secretária de educação, Dilcéia da Rocha Quintela; a secretária de esportes e lazer, Sandra Costa Azevedo e a pró-reitora de extensão da UFRJ, Laura Tavares, que ministrou a Aula Inaugural do curso. Para a prefeita de Nova Iguaçu, o projeto representa a concretização de um sonho antigo: a continuidade da educação. "Antigamente nossos alunos aqui paravam no máximo no ensino médio", conta Sheila Gama. "Hoje nós já temos uma universidade federal em Nova Iguaçu e esse pré-vestibular, que dá oportunidade a todos de poderem estudar."

Entre os estudantes, pessoas de todas as idades e perfis. Desde idosos que voltam a estudar depois de anos fora da escola até adolescentes que acabaram de concluir o ensino médio. A quase totalidade doss estudantes é oriunda de escolas públicas. Uma delas era Marienel, ex-aluna da turma de Rubens Falcão, aprovada para os cursos de Letras, na UFRRJ, e Relações Públicas, na Uerj. Para a já  estudante universitária, além da qualidade das aulas e da organização, a dedicação dos professores é o ponto forte do curso. Dedicação fundamental para que os estudantes possam superar várias lacunas na sua formação escolar. "Eu tive matérias no pré que eu nunca tinha visto na vida", conta Marienel. "E isso faz você repensar a própria qualidade do ensino médio".

Pela fala dela e de outros ex-alunos, o projeto e a coesão que se forma no grupo ajudam a enfrentar várias dificuldades, como a pressão para o trabalho, em alguns casos a falta de apoio da família e a própria descrença de que seja possível entrar para uma universidade pública, o que muitas vezes faz com que estudantes de escolas públicas nem sequer se cadidatem aos processos seletivos. Para a pró-reitora de extensão, que deu uma aula sobre democratização do acesso ao ensino superior, o projeto é um investimento grande e de alto nível nas presentes e futuras gerações da cidade. Seguno Laura Tavares, "passando ou não no processo de seleção, esses estudantes já são hoje alunos da UFRJ."