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Atividades administrativas voltam ao normal

Depois de três dias paralisadas, devido ao incêndio na última segunda (28/03), as atividades administrativas começam a voltar nas unidades localizadas no Palácio Universitário da Praia Vermelha. Na última quinta, técnicos da Defesa Civil liberaram as edificações laterais do prédio para a limpeza das caixas d’água, cisternas, salas de aula e áreas de circulação interna.

Depois de três dias paralisadas, devido ao incêndio na última segunda (28/03), as atividades administrativas começam a voltar nas unidades localizadas no Palácio Universitário da Praia Vermelha. Na última quinta, técnicos da Defesa Civil liberaram as edificações laterais do prédio para a limpeza das caixas d’água, cisternas, salas de aula e áreas de circulação interna.

Aos poucos, os responsáveis pelas unidades começam a contabilizar os danos. De acordo com Agnaldo Fernandes, superintendente da Decania do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE), “o complexo que engloba o Instituto de Economia (IE) e a Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (Facc) da UFRJ não sofreu maiores danos”.

Situação similar à do IE-UFRJ, de acordo com Guilherme Aguiar, chefe de departamento operacional da unidade. “Apenas dois computadores do Salão Dourado foram molhados e serão avaliados, ainda hoje, pelo setor de Informática”, informou.

Fórum

Já o Fórum de Ciência e Cultura (FCC) da UFRJ, onde se localizava a Capela São Pedro de Alcântara, permanece interditado. De acordo com Beatriz Resende, coordenadora do FCC-UFRJ, ainda não é possível avaliar a proporção dos estragos. “Está tudo soterrado. O sino da Capela São Pedro de Alcântara continua embaixo dos escombros”, afirmou.

Além do sino de bronze, o altar-mor, com uma imagem de São Pedro de Alcântara, esculpidas em mármore Carrara, por F. Petrrich, também foi atingido pelo fogo. Entre os objetos históricos perdidos, que datavam da construção do Palácio, estavam três lustres de cristal que adornavam o centro do salão.

Foram destruídos ainda mais de cem cadeiras de palha, cortinas, jardineiras e mesas de santos adquiridas em antiquários por Pedro Calmon, na época em que o Palácio foi adaptado para receber a Universidade do Brasil, em 1949.