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Técnico-administrativos apresentam manifesto ao Consuni

Os representantes dos servidores técnico-administrativos da UFRJ no Conselho Universitário (Consuni) apresentaram, na sessão da última quinta-feira, 10/02, manifesto, no qual explicitam as principais demandas da categoria em 2011.

Os representantes dos servidores técnico-administrativos da UFRJ no Conselho Universitário (Consuni) apresentaram, na sessão da última quinta-feira, 10/02, manifesto no qual explicitam as principais demandas da categoria em 2011.
De acordo com a conselheira Neuza Luzia, os três pontos principais da campanha salarial deste ano serão o aumento do piso salarial, o aumento do step e a ascensão funcional.  “A valorização dos (servidores) técnico-administrativos é em prol da universidade pública, gratuita e de qualidade”, justificou a conselheira.  De acordo com o manifesto, lido pela coordenadora do Sintufrj, Chantal Russi, a universidade precisa de uma política que valorize a permanência e a qualificação dos servidores.
A pedido do conselheiro discente Elielson Oliveira, o atraso no pagamento de bolsas foi incluído na pauta da sessão. O conselheiro discente Júlio Anselmo ressaltou que este não é um problema novo e que atrasos são recorrentes e alertou, ainda, que alguns estudantes se endividaram por conta do atraso e, até o momento, não receberam as bolsas de novembro e dezembro. “Não estamos querendo fazer balbúrdia. Achamos que bolsa em dia e reajustada tem a ver com a universidade que queremos ser”, afirmou o conselheiro.
O pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento, Carlos Levi, explicou que o atraso decorreu de problemas no repasse de recursos do governo federal às universidades e que tudo o que a UFRJ poderia fazer para sanar o problema já foi feito.


Preocupados com o corte de gastos públicos anunciado pelo governo federal, os conselheiros aprovaram uma moção criticando a decisão. O texto afirma: “O Conselho Universitário entende que essa não é a única ¯ nem a melhor ¯ política para conter a inflação, objetivo apresentado para justificar o corte; ao contrário, essa política traz consigo, inexorável e independentemente da vontade de seus formuladores, uma opção em favor das camadas já privilegiadas da sociedade brasileira. Juros altos e corte de gastos sociais são o caminho para a ampliação das desigualdades e a redução do emprego”.