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Extensão discute formas de ajudar a Região Serrana

Ajudar a sociedade em tempos de crise também faz parte dos deveres da universidade. Foi com esse pensamento, que coordenadores de Extensão da UFRJ se reuniram, na tarde da última quarta-feira (19), no auditório Arquimedes Memória, no prédio da Reitoria. O encontro teve como objetivo mobilizar funcionários e docentes da instituição para prestar apoio às vítimas das enchentes, ocorridas na Região Serrana na semana passada.

Ajudar a sociedade em tempos de crise também faz parte dos deveres da universidade. Foi com esse pensamento em mente que coordenadores de Extensão da UFRJ se reuniram, na tarde da última quarta-feira (19), no auditório Arquimedes Memória, no prédio da Reitoria. O encontro, organizado pela Pró-reitoria de Extensão (PR-5), teve como objetivo mobilizar funcionários e docentes da instituição para prestar apoio às vítimas das enchentes, ocorridas na Região Serrana na semana passada.

Segundo dados levantados pela PR-5, as cidades atingidas pelas chuvas, que vitimaram mais de 600 pessoas e deixaram cerca de 6.400 desalojadas e desabrigadas, necessitam do auxílio de profissionais especializados, como médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais. Moradores da região que estiveram presentes ao evento enfatizaram que há também carência de advogados, engenheiros e arquitetos.

A solidariedade ditou as regras da reunião. Algumas unidades da UFRJ se comprometeram a enviar recursos humanos para as áreas atingidas. A Faculdade de Direito (FD) prometeu verificar a articulação entre a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e as defensorias públicas para, a partir daí, planejar ações. A equipe do UFRJ Mar, projeto de Extensão ligado às Engenharias Naval e Oceânica, disponibilizou seus colaboradores para promoverem atividades e oficinas junto às crianças desabrigadas.

O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), que recomeça suas atividades na próxima segunda-feira, dia 24, receberá doações de sangue. O intuito é descentralizar a coleta que, até o momento, se concentra no Hemorio. A decania do Centro de Ciências da Saúde (CCS), a Faculdade de Letras (FL) e a Escola de Enfermagem Anna Nery (EEAN) também se prontificaram a ajudar. O CCS está arregimentando voluntários entre seus professores e estudantes. A Letras pretende angariar material escolar junto à comunidade acadêmica e a Enfermagem, além de receber donativos, está montando caravanas de alunos para irem à Região Serrana.

Já a Casa da Ciência participa de um levantamento, em parceria com museus e outros centros de popularização científica, para mapear os abrigos e quantificar o número de pessoas presentes neles. A ideia é montar atividades que levem às crianças desalojadas solidariedade, diversão e conhecimento.

O desafio dessas equipes será contornar a burocracia verificada em algumas áreas da Serra. Depoimentos de voluntários evidenciaram que há dificuldades de chegar até os desabrigados. “Temos que articular nossa ajuda com o poder público, assim evitamos os entraves burocráticos”, alertou Isabel Cristina de Azevedo, representante da PR-5.

Durante a reunião, foi proposto que a UFRJ se mobilizasse para doar itens médicos, como luvas cirúrgicas e gazes, por exemplo. Também foi sugerida a criação de um centro de prevenção de desastres na universidade. “Aqui temos jovens profissionais e podemos direciona-los para uma formação que dê conta do antes, do durante e do depois das tragédias. Isso poderia acontecer em diversas áreas, desde a Saúde às Ciências Econômicas”, pontuou Ana Luíza Coelho Netto, do Instituto de Geociências (Igeo).

Os coordenadores deixaram a reunião comprometidos com a iniciativa da PR-5. A  preocupação principal do grupo, no entanto, é planejar ações com efeitos de curto, médio e longo prazo. “A atuação da UFRJ nessas áreas deve continuar depois que a mídia sair”, pontuou Laura Tavares, pró-reitora de Extensão.