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Rio de Janeiro: um território em disputa

Com o objetivo de discutir as muitas intervenções urbanas em curso no Rio de Janeiro, como as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) das comunidades e o Programa Minha Casa, Minha Vida, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippur) realiza nesta semana a sua XVI Semana de Planejamento Urbano e Regional.

Com o objetivo de discutir as muitas intervenções urbanas em curso no Rio de Janeiro, como as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) das comunidades e o Programa Minha Casa, Minha Vida, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippur) realiza nesta semana a sua XVI Semana de Planejamento Urbano e Regional.

O tema central do evento esse ano é: “Rio de Janeiro: um território em disputa”. A XVI Semana PUR visa possibilitar a divulgação e debate dos resultados parciais e conclusivos das pesquisas em cursos abrigadas no Ippur.  O evento – que acontece no auditório do Ippur, no 5º andar do prédio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), e terá mesas na quinta e sexta-feira, das 9h às 17h – contabiliza a composição de quatorze mesas de discussão, a exibição de três filmes e uma sessão de pôsteres e exposições fotográficas.

O evento foi aberto pelo diretor do Ippur, Jorge Natal, em cerimônia que contou com a presença do reitor Aloísio Teixeira; da pró-reitora de pós-graduação e pesquisa Ângela Uller; da coordenadora XVI Semana PUR, professora Julieta Nunes, do reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Clélio Campolina Diniz; do professor Flávio Villaça, da Universidade de São Paulo (USP), e da professora Ana Fernandes, da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

A primeira mesa de discussão da Semana PUR, coordenada pela professora Luciana Correa do Lago, do Observatório de Metrópoles do Ippur, trouxe o tema: “Nova Hegemonia”, a mesa contou com a participação dos professores do Ippur, Orlando Junior e Carlos Vainer e da mestranda Natalia Velloso Santos, também do Ippur.

Com um trabalho intitulado “Rio, cidade projetada: a política da ordem na imaginação da cidade olímpica”, Natalia Santos defendeu a política do choque de ordem e analisou as mudanças acarretadas no espaço a partir da implantação dessa política pública. “O que fica depois do choque de ordem são espaços sem questão, plenos de resposta”, afirmou a mestranda.

Orlando Junior abordou comparativamente a adesão dos conselhos nos municípios fluminenses em seu trabalho “O Sistema Nacional de Desenvolvimento Urbano: avanços e limites na difusão dos canais de participação na metrópole fluminense”. O trabalho defendia a força dos conselhos no Brasil associado à não deliberação desses.

O último ponto abordado na mesa tinha como tema: “Rio de Janeiro: Explorações Reflexivas acerca da nova hegemonia e da nova coalizão dominante”, no qual Vainer fez uma reflexão acerca das políticas atuais, inclusive com as vitórias esportivas do país, como sua escolha para sede da Copa do Mundo e das Olimpíadas. “Os tempos duros parecem ser coisas do passado, a Cidade Maravilhosa está voltando a ser maravilhosa”, enalteceu o palestrante. Além disso, o professor defendeu que “uma nova hegemonia está acontecendo, porém de forma singular, sem que se consiga criar uma oposição política”.

Após a apresentação dos trabalhos, a discussão foi aberta aos ouvintes. A participação do público foi ativa, com questionamentos e comentários sobre os três trabalhos apresentados, concluindo com os três trabalhos que o Estado do Rio de Janeiro vive uma fase de políticas no plano de urgência, como é o caso do Choque de Ordem.

A programação completa pode ser conferida no site do Ippur