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Prefeito da Cidade Universitária faz balanço da segurança no campus

Helio de Mattos, prefeito da UFRJ, aborda planejamento de segurança no campus com o início do ano letivo nesta segunda (29/03). 

Dirigentes do Centro de Ciências da Saúde (CCS) se reuniram na tarde da última terça-feira (23/03) com o professor Helio de Mattos, prefeito da UFRJ, em uma Sessão Extraordinária do Conselho de Centro, a fim de discutirem a segurança no campus para o ano letivo que começa na próxima segunda-feira. 

O prefeito apresentou um balanço de segurança integrada no campus no período de 2004 a 2009, que aponta ações implantadas pela atual Reitoria, como o controle de acesso de veículos no campus, monitoramento por câmeras e patrulhamento ostensivo nas ruas e avenidas. “Temos um controle de acesso de veículos. Toda vez que se entra no campus através do sistema kapta é possível saber a hora que a pessoa entrou, por onde entrou e por onde saiu. Essa informação é armazenada e pode ser utilizada quando preciso”, informa Helio.  

Segundo ele, são 250 postos de segurança patrimonial terceirizada que congregam 650 pessoas entre porteiros e vigilantes. Desses, apenas 70 são vigilantes federais. Há uma preocupação do prefeito em relação ao futuro do efetivo, já que não há permissão para a realização de concurso público na área. “Nossos vigilantes já estão em fim de carreira. Como será a vigilância desse campus daqui pra frente? Hoje são 65 mil pessoas e 25 mil veículos que circulam diariamente na Cidade Universitária. A previsão é de que em 2016 teremos uma população de 100 mil pessoas e 35 mil veículos dentro da Cidade Universitária”, aponta Helio.

As despesas com a vigilância terceirizada é a segunda maior da universidade, ficando atrás somente do consumo de energia. “São R$ 15 milhões por ano em contrato com as empresas”, afirma Helio de Mattos.

Segurança no terminal de ônibus

As obras do terminal rodoviário chegam ao fim na próxima semana, mas só será aberto ao público depois de um planejamento e ações efetivas na segurança do local. “A ideia é colocar uma viatura no terminal e seis ou sete homens circulando a pé pela área”, explica Helio.

O terminal, segundo o prefeito,  virou fonte de cobiça para o Estado. “Eles descobriram que esse pode ser um ponto de ligação de ônibus que vão para a Baixada e Barra da Tijuca”, informa o prefeito. E acrescenta que, a princípio, está sendo discutido com o reitor Aloisio Teixeira uma contrapartida do Estado para o acesso a esse terminal. “Eu sou muito simpático à vinda da guarda municipal”, confessou o prefeito.

Com a abertura do terminal, 32 linhas de ônibus terão acesso à Cidade Universitária através do portão 1 (ao lado do IPPMG), fazendo uma pequena parada de entre cinco e sete minutos no máximo.

A utilidade dessa nova estação será de muita valia, já que 70% da comunidade universitária fazem uso de transporte coletivo. Só pela integração ônibus-metrô, viajam quatro mil pessoas todos os dias. “Só no complexo hospitalar são 5 mil pacientes diários utilizando na maior parte o transporte publico”, afirma Helio. 

Melhoria no transporte público interno

Visando à segurança no campus, foram implantados novos horários nas linhas do transporte interno. Entre 6h e 19h o tempo máximo de espera é de 10min, depois de meia em meia hora. Para os próximos meses, o prefeito pretende diminuir esse espaço também para 10min até as 21h.  “Hoje o transporte interno circula durante 24 horas por dia inclusive aos sábados, domingos e feriados”, afirma Helio.

E continua: “A ideia é que o ônibus circule o tempo todo. Ao final do curso noturno, os alunos se deslocam pelo transporte interno até pontos estratégicos da Cidade, como Leopoldina, Praça XV, Bonsucesso e Cascadura”, informa. Segundo o prefeito, os ônibus também circulam durante a madrugada no horário de 1 hora da manhã, quatro, cinco e seis horas. “Para quem faz experimentos na Cidade Universitária e também  para quem mora no alojamento manter o transporte circulando nesse horário é fundamental. Afinal são mil alunos residentes. E a proposta é que esse número pule para 2.500 em 2016”, avisa Helio.  

Com o crescimento do campus, a expansão da Petrobras, a inclusão de mais cursos noturnos, a construção de novos prédios da UFRJ, também está sendo discutida a reestruturação de um novo plano de segurança para a UFRJ. Um dos itens em pauta é a abertura imediata de concurso público para vigilantes federais oferecendo inicialmente 100 vagas a serem preenchidas imediatamente.