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Fórum Social discute planejamento urbano

Os megaeventos e a globalização das cidades foram os temas discutidos no terceiro dia do Fórum Social Urbano (FSU).

 Quem ganha com o urbanismo de mercado?  Quais os custos para a produção de megaeventos como os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo? Quem se beneficia? Os megaeventos e a globalização das cidades foram os temas discutidos no terceiro dia do Fórum Social Urbano (FSU). No evento, que termina na manhã desta sexta (26/03), organizações da sociedade civil e universidades se reúnem no Centro Cultural da Ação da Cidadania, na Zona Portuária do Rio de Janeiro, para tratar de questões referentes ao desenvolvimento das cidades e ao bem-estar de seus moradores.

O FSU tem quatro eixos de debate e conta com a participação de especialistas nacionais e internacionais, como David Harvey e Peter Marcuse. Na última quarta (24/03), o tema principal para discussão foi “Os megaeventos e a globalização das cidades”. O professor Carlos Vainer, do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (Ippur), dividiu a mesa de debates com Alan Mabin (University of the Witwatersrand, África do Sul), Gilmar Mascarenhas (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e João Sitte Whithaker (Universidade de São Paulo). Vainer apresentou uma reflexão sobre o planejamento urbano neoliberal  através de três analogias: cidade-mercadoria, cidade-empresa e cidade-pátria.

O Fórum surgiu como um contraponto ao Fórum Mundial Urbano, evento organizado pela ONU desde 2001 com o propósito de discutir direitos como habitação e saneamento básico e os desafios relacionados à urbanização decorrentes do rápido crescimento das cidades.