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Autonomia em testes de combustíveis marítimos

Coppe e Petrobras inauguraram o primeiro banco de provas para ensaios de óleos combustíveis pesados e lubrificantes da América Latina.

 O Brasil já tem autonomia para testar a qualidade de combustíveis marítimos. O Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe–UFRJ) e a Petrobras inauguraram na última quarta-feira (17/3) o primeiro banco de provas para ensaios de óleos combustíveis pesados e lubrificantes da América Latina. A nova instalação faz parte do Laboratório de Máquinas Térmicas (LMT) da UFRJ e contou com R$ 12 milhões em investimentos da Petrobras.

O novo campo de testes beneficiará os cursos de graduação e pós-graduação na UFRJ. De acordo com o Walter Suemitsu, decano do Centro de Tecnologia (CT–UFRJ), a parceria entre a UFRJ e a Petrobras é um “catalisador para o ensino". "A parceria permite que os nossos alunos estejam a par de tecnologias de ponta. Isso é um incentivo para que os estudantes se envolvam com pesquisa após a conclusão da graduação.”

O centro de testes do LMT dará autonomia à Petrobras na produção do combustível. O óleo bunker é mais pesado e denso que o óleo diesel. Muito utilizado na propulsão de navios, ele precisa passar por vários testes de adequação a normas internacionais de qualidade antes de poder ser comercializado. A empresa, que é a produtora de óleo bunker da América do Sul, realizava os testes de certificação na Noruega por falta dessa tecnologia no país.

Para o diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, a inauguração do Bunker I é a prova de que a parceria UFRJ/Petrobras traz benefícios a toda sociedade. De acordo com ele, a inauguração do laboratório confirma o compromisso da empresa com o desenvolvimento sustentável a partir da criação de tecnologia de ponta.

Para o professor Aquilino Senra Martinez, vice-diretor da Coppe, o novo laboratório é motivo de orgulho para a instituição. Porém, ele atenta para o problema da manutenção da instalação. “É necessário que haja uma política de geração de recursos humanos especializados para dar continuidade ao que está sendo feito. Caso contrário, teremos recursos para novos projetos, mas não teremos mão de obra técnica para realizá-los”, afirmou.

Assista aqui ao vídeo produzido sobre o lançamento do banco de provas.