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Memória

Professor do Instituto de Física é o novo presidente do CNPq

Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho, professor do Instituto de Física da UFRJ (IF), é o 23º presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT).

Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho, professor do Instituto de Física da UFRJ (IF), é o 23º presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) e substitui o médico Marco Antônio Zago, que desempenhou a função por dois anos e meio. O físico tomou posse na manhã desta quarta-feira (27), na sede da agência em Brasília,  em solenidade conduzida pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende.

Sergio Rezende agradeceu a contribuição de Zago durante sua gestão na presidência do CNPq e ressaltou as qualidades que nortearam a escolha de Aragão para sucedê-lo. “Procuramos uma pessoa de grande respeitabilidade na comunidade científica, experiência nesse tipo de gestão e entrosamento com a nossa administração.” Outro ponto destacado foi a importância do CNPq para o desenvolvimento do Plano Nacional de Ciência e Tecnologia. “Em 2010 o CNPq conta com o maior orçamento de sua história em termos gerais, um total de R$ 1,5 bilhão. Ano que vem completará 60 anos de um inestimável trabalho, já que nesse momento temos o grande desafio de fazer com que o conhecimento resulte em produtos úteis para a nação.”

O legado

Marco Antonio Zago disse que sai em um momento muito bom para o CNPq, e destacou algumas das ações implementadas em sua gestão que têm contribuído fortemente para o desenvolvimento e o fortalecimento da pesquisa nacional: “Hoje o CNPq concede cerca de 80 mil bolsas que atendem desde alunos da Iniciação Científica Júnior ao pós-doutorado, e o resultado disso é o aumento substancial da nossa produção científica. Programas como o Pronex, Casadinho e Primeiros Projetos, este último para recém-doutores, estão consolidados graças à parceria com os Estados. O Edital Universal aprovou quase três mil propostas e vai investir este ano cerca de R$ 120 milhões. E foram criados os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, num total de 122, com recursos de mais de R$ 600 milhões, que estão desenvolvendo pesquisas em todas as regiões do país e em todas as áreas do conhecimento.”

O compromisso

Em seu discurso de posse, Carlos Alberto Aragão afirmou que dará continuidade à gestão do professor Zago e implantará novas ações para promover o crescimento do CNPq e sua atuação como agência fomentadora da pesquisa científica, tecnológica e de inovação. “Nosso país emergente finalmente decidiu emergir de vez. Apesar de o Brasil ocupar a 13º posição no ranking dos países que fazem pesquisas cientificas, ainda precisa avançar na inovação. Estamos engatinhando ainda, pois temos potencial para muito mais. Já não nos basta a competência, precisamos criar, inovar, para, eventualmente, liderar. Em 2009, o Brasil formou em torno de 11 mil doutores e 35 mil mestres, mas esses números podem e devem aumentar muito mais.”

Aragão afirmou ainda que buscará aumentar as verbas para C&T e o consequente incentivo no desenvolvimento de tecnologia de ponta nas empresas brasileiras, aumentando a competitividade em nível internacional. O presidente apontou ainda o incentivo à produtividade em pesquisa como um dos principais focos do CNPq. A meta, segundo disse, é ampliar ainda mais o número de bolsas para viabilizar pesquisas no País até o final de 2010.

As presenças

Participaram da cerimônia de posse, entre outros, o presidente do IPEA, Márcio Pochman, o presidente do INMETRO, João Alziro Herz jornada, o presidente da AEB, Carlos Ganem, o secretário de tecnologia industrial do MIDIC, Francelino Grando, a pró-reitora de pesquisa e pós-graduação da USP, Mayana Zatz, a reitora da UEA, Marilene Corrêa da Silva Freitas, o presidente da FINEP, Luis Manuel Rebelo Fernandes, o diretor da COPPE da UFRJ, Luis Pinguelli Rosa, o secretário de C&T do Distrito Federal, Izalci Lucas, o reitor da UNICAMP, Fernando Ferreira Costa, os presidentes da ABC e SBPC, Jacob Palis e Marco Antonio Raupp, o presidente da CAPES e representante do MEC, Jorge Almeida Guimarães, o representante do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães, e o representante do CENPES, Carlos Tadeu Fraga.

O físico

Aragão é graduado e mestre em Física pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), doutorou-se pela Universidade de Princeton (EUA) e fez pós-doutorado no Centro Europeu de Pesquisa Nuclear na Suíça e na Universidade de Paris XI, em Orsay, todos em física das partículas elementares e campos. Foi diretor de desenvolvimento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT) no biênio de 2005 a 2007 e atualmente é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Pós-doutor pelo Centro Europeu de Pesquisa Nuclear, na Suíça, Carvalho Filho é especializado em Teorias Quânticas de Campos e suas aplicações, Teorias Quânticas de Campos a Temperatura Finita, Métodos Semiclássicos em Geral, Fotônica e Plasmônica.

Pesquisador 1A do CNPq, é membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), da Academia de Ciência de Países em Desenvolvimento (Twas) e acaba de deixar a secretaria-geral da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, prevista para acontecer no mês de maio, em Brasília. Entre seus títulos honoríficos está a Ordem Nacional do Mérito Científico nas categorias Grã-Cruz e Comendador.