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Instituto de Doenças do Tórax inaugura novo ambulatório

Novo prédio do Instituto de Doenças do Tórax conta com espaço para atendimento médico presencial e sala de videoconferência.

 Com a presença de diversas autoridades acadêmicas, o Instituto de Doenças do Tórax (IDT) da UFRJ inaugurou, na manhã de sexta-feira (10/07), o Ambulatório de Tisiologia Newton Bethlem. Nomeado em homenagem ao Professor Emérito da Faculdade de Medicina da UFRJ, o prédio conta não só com espaço para o atendimento médico presencial, mas também com uma sala de videoconferência. A área faz parte do programa de telemedicina liderado pela recém-empossada diretora do IDT, Sônia Catarina de Abreu Figueiredo, também presente ao evento.

Gilvan Renato Muzy de Souza (diretor do IDT gestão 2005-2009), buscando frisar a importância do conjunto de esforços e parcerias que representa a inauguração do ambulatório, fez uma breve introdução sobre o projeto do ambulatório. Segundo ele, a obra, cujos recursos iniciais vieram em parte do Ministério da Saúde, do IDT e do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), se iniciou na gestão do professor José Renato Silva (IDT) e do professor Amâncio Paulino na direção do HUCFF.

Ele contou alguns dos percalços superados e declarou que “o verdadeiro dono do ambulatório é a comunidade que será beneficiada pelos seus serviços. Não só por programas de controle da tuberculose, mas também através de projetos de integração tanto com o município, quanto com o estado do Rio de Janeiro”. Discípulo do homenageado, Muzy exaltou ainda as qualidades de Bethelem, que além de atuar na luta contra a tuberculose, prestou grande contribuição para a pneumologia brasileira. Sua família esteve presente e foi representada por seu filho, Eduardo Pamplona Bethlem, que transmitiu o sentimento de emoção e agradecimento pela homenagem.

O reitor da UFRJ, Aloísio Teixeira, afirmou que na universidade é muito importante um olhar para o ontem a fim de se construir o amanhã. “Estamos aqui hoje plantando uma semente do futuro e, no entanto, por mais contraditório que isso possa parecer, voltamos nossos olhos para o passado, ao homenagearmos o professor Newton Bethlem. Ao fazermos isso, estamos explicitando uma atitude que é própria da universidade. A semente do futuro tem a sua origem no passado, onde buscamos forças e encontramos inspiração para construir um futuro diferente”, afirmou.

De acordo com ele, a inauguração do ambulatório representa um esforço em conjunto para superar dificuldades de diversas naturezas. “Mas essas dificuldades não nos detêm, então fomos buscar recursos no Ministério da Saúde, que permitiu que se construísse esse ambulatório. Estamos procurando soluções para que o futuro seja um pouco menos complicado. A condição para isso é estarmos juntos. Se tivermos a capacidade de união, venceremos as dificuldades e manteremos essa universidade como uma das melhores do país. Essa lição está presente hoje aqui na inauguração desse ambulatório”, concluiu o reitor.

A inauguração contou ainda com a presença do prefeito da Cidade Universitária, professor Hélio Alves, o diretor do HUCFF, Alexandre Pinto Cardoso, o diretor da Faculdade de Medicina, Antônio Ledo Alves da Cunha, e o decano do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Almir Fraga Valladares. A solenidade terminou com o descerramento da placa de inauguração pelo reitor Aloísio Teixeira, representando as autoridades acadêmicas, e pela viúva do homenageado, Lia Bethlem, representando sua família. Os presentes à cerimônia puderam ainda visitar as dependências do novo ambulatório, que fica ao lado do Hospital Universitário, logo após o estacionamento da Faculdade de Medicina, na Cidade Universitária.