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Encontro reforça intercâmbio entre Brasil e África

Estudantes africanos da UFRJ participam de programação que conta com palestras e apresentações de dança e música locais.

Com o objetivo de discutir o intercâmbio cultural entre Brasil e África, foi aberto no dia 23 de junho o evento África no Brasil, Visão Universitária, no Fórum de Ciência e Cultura, localizado no campus da Praia Vermelha da UFRJ. O encontro, reunindo estudantes africanos conveniados ao Programa Estudante Convênio de Graduação (PEC-G), incluiu apresentações de dança e música locais. 

Representantes de diferentes países, como Moçambique e Cabo Verde, e estudantes da Angola, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau participaram do evento. Sebastião Amoedo, professor e organizador do encontro, defendeu a consciência em relação à contribuição do negro para a formação cultural brasileira. “É preciso compreender cada vez mais a África, pois seu passado nos constrói e seu futuro é agora, e pode ser melhorado com a nossa ajuda”, afirmou.

A experiência africana

Representando os 150 intercambistas africanos que estão na UFRJ, Lenine Dju, estudante do curso de Comunicação Social, ressaltou a oportunidade de troca cultural. Ele explicou que a ideia surgiu em razão de um certo desconhecimento da realidade africana por parte dos brasileiros.  O estudante frisou que “o objetivo do encontro é diminuir essa distância entre Brasil e África”.

Algumas autoridades africanas presentes afirmaram que vão aumentar o apoio aos estudantes de seus respectivos países. Eles têm o compromisso de voltar com algum aprendizado que possa ser útil ao seu país de origem. “Venho trazer palavras de engajamento e estímulo aos jovens africanos que se encontram aqui estudando”, disse Murade Murargy, embaixador de Moçambique.

O cônsul cabo-verdiano, Pedro Antônio dos Santos, explica que a mudança educacional ocorrida no seu país (hoje, o índice de 6% de analfabetismo é considerado uma vitória, se comparado com os 76% de analfabetos nos anos 70) só foi possível graças a parcerias entre o  Brasil e a África. “Por onde passarem, serão a mostra viva do povo africano. E isso dá uma enorme responsabilidade social a vocês”, afirmou, dirigindo-se aos estudantes presentes. E finalizou: “É preciso que os brasileiros e africanos estejam sempre atentos para que esse intercâmbio social, político e cultural seja sempre positivo.”