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Esporte e Cultura marcam o III Conselho Participativo do Plano Diretor

Os integrantes do Conselho Participativo do Plano Diretor debateram propostas como a criação de espaços para museus, auditórios e equipamentos esportivos na Cidade Universitária.

Cultura, esporte e lazer pautaram o debate, na última sexta, dia 19, da terceira reunião do Conselho Participativo do Plano Diretor UFRJ 2020. Realizado no auditório Moniz de Aragão, no campus da Praia Vermelha, o evento contou com a presença de representantes das secretarias municipal e estadual de Cultura e de diversos segmentos da sociedade, além de membros da Associação de Docentes da UFRJ (ADUFRJ), do Sindicato dos Trabalhadores da UFRJ (SINTUFRJ) e de diversas unidades da universidade.
 
Integrante do Comitê Técnico do Plano Diretor (CTPD), Carlos Vainer defendeu que a Cidade Universitária se transforme em referência para a apresentação de grupos artísticos. “Dentro de uma vida urbana tão marcada pela disputa e pelo confronto, queremos que a universidade seja palco para o encontro de diversas tribos culturais, oferecendo espaço para que elas possam se reunir e expor suas criações”, explicou o professor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano Regional (Ippur).

O docente ressaltou ainda que a política cultural proposta não se resume à edificação de prédios, embora exista a necessidade de construção de auditórios e teatros. “A universidade deve ser um lugar de criação, e não um depósito de coisas. A nossa intenção é termos um Museu do Conhecimento, articulado com os demais museus e centros de memória da universidade. Precisamos, por exemplo, disponibilizar todos os acervos, mas obedecendo a formas específicas de exposição para cada um”, lembrou Vainer, esclarecendo que o Museu Nacional e a Escola de Música permanecerão onde estão e que não há nenhuma intenção de transferi-los dos seus atuais endereços.

Ciaf
 
Na área esportiva, o professor Armando de Oliveira, da Escola de Educação Física e Desportos (EEFD), apresentou a proposta do Complexo Integrado de Atividades Físicas (Ciaf), que reúne seis diferentes módulos (Estádio de Atletismo e Futebol, Parque Aquático, Ginásio Poliesportivo, Praia Olímpica, Ginásio de Atividades Múltiplas e Clube Socioesportivo da UFRJ). Segundo Oliveira, há um horizonte de eventos esportivos de grande porte que abre a possibilidade de obter os recursos para as obras do Complexo. “Teremos os Jogos Mundiais Militares (2011), a Copa do Mundo (2014) e o Rio ainda concorre à sede das Olimpíadas de 2016. Os módulos podem ser construídos um de cada vez até chegarmos ao Complexo, que ocuparia uma área total em torno de 169 mil metros quadrados. Para o estádio de futebol e a pista de atletismo, por exemplo, precisamos de cerca de R$ 3,5 milhões”, explicou.

Ex-reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e representante da Prefeitura de Niterói no Conselho Participativo, José Raymundo Martins Romeu lembrou que as universidades podem atuar de forma consorciada em várias áreas e frisou que as pessoas estão “ávidas” por conhecimentos culturais e práticas esportivas.

O reitor da UFRJ, Aloísio Teixeira, encerrou o evento conclamando a comunidade acadêmica a superar pequenas divergências internas. “Nos últimos 20 anos, não houve nenhum centavo para qualquer investimento dentro da universidade. Agora há esta possibilidade, mas para uma destinação específica que é a expansão dos cursos de graduação. O Plano Diretor é suscitado por este fato, tendo como meta orientar e evitar o uso anárquico destas verbas. Mas precisamos continuar lutando por mais investimentos”, concluiu.