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Meio ambiente e energia em debate no CT

A II Oficina Temática do Plano Diretor, realizada nessa quarta, dia 17, debateu propostas sobre Meio Ambiente e Energia. Estiveram presentes representantes do Comitê Técnico do Plano Diretor (CTPD), professores, pesquisadores, estudantes e funcionários técnico-administrativos, além de especialistas nas respectivas áreas.

A II Oficina Temática do Plano Diretor, realizada nessa quarta, dia 17, debateu propostas sobre Meio Ambiente e Energia. Estiveram presentes representantes do Comitê Técnico do Plano Diretor (CTPD), professores, pesquisadores, estudantes e funcionários técnico-administrativos, além de especialistas nas respectivas áreas. A criação de um jardim botânico na Cidade Universitária, a implantação de um sistema de gestão ambiental, o reaproveitamento de resíduos e a geração de novas formas de energia foram algumas das propostas apresentadas.

Ricardo Iglesias, professor do Instituto de Biologia (IB) e membro do CTPD, expôs de que maneira a UFRJ poderia se beneficiar da implantação de um jardim botânico. “A plantação de espécies típicas brasileiras em nosso campus seria uma ótima solução para o novo modelo de Cidade Universitária que estamos pensando. Desta forma, criaremos um ambiente mais agradável, em substituição ao lugar inóspito em que convivemos”, disse, antes de acrescentar que estão em andamento conversações sobre uma parceria com o Jardim Botânico do Rio de Janeiro para a doação de exemplares nativos.

Um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) certificado que integre toda a universidade foi a proposta apresentada pela professora Alessandra Magrini, do Programa de Planejamento Energético (PPE/Coppe/UFRJ). “As medidas de curto prazo são identificar as demandas e analisar exemplos bem-sucedidos deste modelo em outras cidades e outros países. Em médio e longo prazo, a ideia é implementar o SGA em toda a universidade e buscar uma certificação, que pode ser o ISO ou outro selo legitimador”, explicou.

Representante de um dos principais geradores de resíduos na Cidade Universitária, Lúcia Andrade, professora do Instituto de Nutrição Josué de Castro (INJC) e coordenadora do Sistema de Alimentação da universidade, falou sobre algumas das medidas tomadas para reduzir os impactos ambientais produzidos. Segundo ela, a universidade produz hoje cerca de 3,6 toneladas de resíduos orgânicos por dia, sendo que 95% desse total são restos de alimentos. “Desenvolvemos um trabalho de conscientização com os alunos no Restaurante da Letras de não servir bebida em copos plásticos. O resultado é que hoje muitos deles levam suas próprias canecas para o almoço”, relatou.

Walter Suemitsu, decano do Centro de Tecnologia (CT), citou uma série de soluções para a geração de energia. Entre elas, o projeto do pesquisador Sérgio Guerreiro, da Coppe, de transformar lixo em energia através da mescla com gás natural. Outra saída seria a instalação de placas foto-voltaicas para a geração de energia solar. “Seria uma solução com retorno em longo prazo, pois os equipamentos são caros, mas a economia  e a vantagem ambiental são enormes. Outro problema é que as financiadoras não compreendem essa tecnologia como inovadora, pois ela já existe. Elas não percebem que a inovação está na forma de utilização dessa tecnologia em uma universidade pública como a nossa”, comentou.

A reunião de propostas de diferentes unidades foi elogiada por Carlos Vainer, integrante do CTPD. “A riqueza dos projetos apresentados valida todo o esforço dos que estão aqui. O mérito deste encontro foi agregar todas as propostas em benefício de todo o conjunto da universidade”, concluiu.