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Conselho Participativo debate mobilidade e acessibilidade

O Conselho Participativo do Plano Diretor UFRJ 2020 debateu, na sexta, dia 15, as propostas para mobilidade e acessibilidade da Cidade Universitária. Entre elas estão a construção de uma nova ponte de acesso, o Maglev-Cobra e a integração com o Metrô.

 O Conselho Participativo do Plano Diretor UFRJ 2020 debateu, na sexta, dia 15, as propostas para mobilidade e acessibilidade da Cidade Universitária. Entre elas estão a construção de uma nova ponte de acesso, o Maglev-Cobra, a integração com o Metrô, o terminal de ônibus e o transporte aquaviário. Algumas delas já estão estruturadas em forma de projetos e visam à integração da universidade tanto interna quanto a sua conexão com a cidade do Rio de Janeiro. Estiveram presentes representantes da Prefeitura Municipal, do Governo do Estado, das empresas instaladas no campus da Cidade Universitária, entidades de classe, entre outros membros da sociedade civil. “A Cidade Universitária pode se tornar um grande centro de pensamento de soluções para o futuro do país. Há uma grande possibilidade de esses projetos se tornarem realidade, mas, para isto, vamos precisar do esforço de todos os agentes envolvidos”, disse o reitor Aloisio Teixeira.

A primeira das propostas de infraestrutura apresentadas é a da construção da “Nova Ponte Sul”, como está sendo chamada a via de acesso próxima ao CT apresentada pelo arquiteto e vice-prefeito da Cidade Universitária, Ivan Carmo. Uma das alternativas é a conexão direta com a Linha Vermelha, passando por cima do Canal do Cunha, desembocando no Caju, na altura da Estação de Tratamento de Alegria. Outra possibilidade é a ligação com a Linha Vermelha na altura da Vila do João. Já foram realizados estudos de viabilidade por parte do Departamento de Engenharia Civil e o projeto já conta com a simpatia do secretário estadual de Obras, Luiz Fernando Pezão. “A ponte seria uma coisa muito boa. Para nós, traria a vantagem de não termos que trafegar com material radioativo dentro da Cidade Universitária por um longo trajeto. É nosso interesse participar deste projeto”, manifestou-se o coordenador de Inovação do Instituto de Energia Nuclear, Edson Martins.

A ciclovia interna da Cidade Universitária é um dos projetos em andamento. Já foram iniciadas as obras do trecho que interligará internamente as unidades. A ideia é que haja locais de empréstimo para bicicletas. “Construiremos calçadas e segregadores entre a via de transporte ativo e a de automotores. Também serão criados abrigos e espaços arborizados para o maior conforto dos usuários”, explicou Carmo.

No dia 25 de maio terão início as obras do futuro terminal de integração da Cidade Universitária. Para isso, a Rua Rodolpho Paulo Rocco será interditada durante 150 dias e o trânsito desviado para outras vias. O terminal será a porta de entrada dos transportes coletivos na Cidade Universitária e servirá ainda como integração com outros meios de transporte. Está prevista ainda uma praça de alimentação nas proximidades.

Embora os integrantes do Conselho reconheçam a prioridade de investimentos no transporte ferro e hidroviário, as ligações rodoviárias ainda são consideradas fundamentais para o acesso. Para quem vem da Zona Oeste, uma alternativa – inspirada na experiência dos anos 80, em Curitiba – seriam dois corredores exclusivos para ônibus. A T5 sairia da Barra e seguiria até a Avenida Brasil, na altura da Estação São Sebastião, ponto de conexão com o corredor T6, via expressa exclusiva de ônibus que faria a conexão entre Campo Grande e a Rodoviária Novo Rio. Para os moradores da Zona Sul, uma alternativa seria a criação de uma linha de integração saindo da estação Praça XI até a Cidade Universitária, nos moldes da já existe ligando Del Castilho ao campus. “Não basta que o transporte coletivo seja bom. Ele precisa ter vantagem competitiva. Hoje em dia, não vale a pena para o sujeito que tem carro deixá-lo na garagem e vir de ônibus”, alertou o subsecretário de Transportes da Prefeitura do Rio de Janeiro, Rômulo Orrico.

A ligação com a Praia Vermelha não foi esquecida. Para explorar o grande potencial hidroviário proporcionado pela geografia da cidade, está sendo elaborada uma conexão da Cidade Universitária com aquele campus. Este mesmo sistema de transporte teria ainda terminais em Niterói e em São Gonçalo.

A acessibilidade universal também está sendo pensada. Todos os novos prédios e futuros equipamentos acadêmicos terão rampas e demais adaptações para atender à legislação em vigor. Já os prédios antigos deverão ser adaptados por uma equipe da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo que já trabalha com o tema.