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Lula inaugura laboratório na UFRJ

Com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Laboratório de Ensaios não destrutivos, Corrosão e Soldagem (LNDC) foi inaugurado no dia 30 de abril.  O laboratório, que integra o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da UFRJ, está entre os mais modernos do mundo e é o único a unir as três áreas em um único local.

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 Com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Laboratório de Ensaios não Destrutivos, Corrosão e Soldagem (LNDC) foi inaugurado no dia 30 de abril.  O laboratório, que integra o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da UFRJ, está entre os mais modernos do mundo e é o único a unir as três áreas em um único local. Estiveram presentes à cerimônia o reitor Aloisio Teixeira, o ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Resende, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, o diretor da Coppe Luiz Pinguelli Rosa, entre outras autoridades.

Durante sua fala, o presidente homenageou o professor Alberto Luiz Coimbra e disse ser este um governo que investiu, como nenhum outro, em Pesquisa. “A única coisa que sei é que este país só será desenvolvido quando investir em Pesquisa. Há mais de 25 anos que neste país não se investia em nada. Agora é que a máquina começou a investir. Vivemos um momento ímpar. E os outros governantes encontrarão um país com outro paradigma, que não mais aquele de um grande país que pensa pequeno”, pontuou o presidente, sendo aplaudido pela plateia.

Lula falou também da educação no país, lembrando do PROUNI e do Reuni. “Defendo o direito de todos terem acesso à educação gratuita. Lembro que, quando criamos o PROUNI, falou-se muito que o governo estava nivelando a educação por baixo. Mas depois se viu que os alunos de maior destaque eram aqueles que vinham desse programa. O Reuni também recebeu muitas críticas, mas este ano 227 mil novos alunos foram inscritos nas universidades federais”, sublinhou o presidente.

O reitor Aloísio Teixeira enfatizou que, além de estimular a Pesquisa e Pós-graduaçao, o presidente Lula se destacou por investir na Graduação. "Isso é uma novidade única dos últimos anos. Desde que entrei na universidade, em 1963, nunca vi um programa como o Reuni, cujo foco é o ensino de Graduação. Isso está mudando a universidade pública brasileira", ressaltou.

Em sua fala, Aloísio enfatizou que o papel da universidade vai além da produção de soluções científicas e tecnológicas. "Sabemos que a universidade é mais que isso. Ela é arte, música, literatura, humanidades. E a aproximação entre as diferentes áreas é muito importante para que os estudantes possam ter uma formação crítica e integral".

Lula defendeu ainda a interiorização da educação superior. “É mais barato, até mesmo socialmente, levar as universidades para o interior do país. Assim a gente torna o país mais igual. Esperamos que daqui a 15 ou 20 anos a gente tenha um país mais bem preparado e formado”.

O laboratório

Durante a inauguração, o presidente visitou as instalações do Laboratório e assistiu a uma demonstração em um dos tanques, onde foi simulado um ensaio não destrutivo, utilizando um robô e técnica de ultrassom para inspeção de um casco de navio dentro d’àgua.

Com 8 mil metros quadrados de área construída, o LNDC tem dois tanques de testes: um com água e outro seco. No primeiro, serão realizados ensaios fundamentais para testar a integridade de equipamentos que entrarão em operação nos campos de petróleo, incluindo a camada de pré-sal. Já no tanque seco, serão feitos ensaios para detectar danos internos nos materiais, por meio de raios gama e raios X e um acelerador de partículas nuclear, sendo o único no país que permite a inspeção de grandes equipamentos para a área do petróleo.

De acordo com o professor Oscar Rosa Mattos, um dos coordenadores do Laboratório, o LNDC está preparado para testar os equipamentos e materiais para a indústria do petróleo, com destaque para os que serão utilizados na exploração das camadas do pré-sal. “Há anos, temos uma cooperação intensa com o Centro da Pesquisa da Petrobras (Cenpes), mas precisávamos de novas instalações para avançar nas pesquisas. O LNDC veio justamente para atender a essa demanda, disponibilizando uma infraestrutura que viabilizará o trabalho em qualquer domínio do campo do petróleo nessas áreas. Esse é um marco na pesquisa e desenvolvimento e uma referência mundial”, explicou Rosa Mattos.

Para Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coppe, essa conquista representa a união da Coppe com a Escola Politécnica. “Não fizemos isso do nada. Essa é uma conquista do Centro de Tecnologia, com o apoio da Petrobras, da Finep e da Agência Nacional do Petróleo”, disse o diretor.

Financiado com recursos da ordem de R$ 40 milhões provenientes da Petrobras, da Agência Nacional do Petróleo e do Fundo CT-Petro, o LNDC contribuirá para minimizar os prejuízos de centenas de milhões de dólares contabilizados pela indústria de petróleo em função dos efeitos da corrosão e deterioração de seus equipamentos. “Esse é um exemplo de cooperação entre a UFRJ e a Petrobras. A Petrobras já está aqui representada pelo Cenpes e esperamos que a UFRJ se transforme em um conjunto de laboratórios de padrão mundial”, disse José Sérgio Gabrielli, presidente da empresa.

O projeto do LNDC foi idealizado em 2001, quando foi detectado que a infraestrutura dos laboratórios – então instalados separadamente – era pequena para atender às necessidades relacionadas à exploração do petróleo. O LNDC surgiu da necessidade de avançar nas pesquisas do setor.