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Escola de Enfermagem comemora o Dia Mundial da Saúde

Para celebrar o Dia Mundial da Saúde, comemorado no dia 7 de abril em virtude da criação da Organização Mundial de Saúde (OMS), a Escola de Enfermagem Anna Nery (EEAN) convidou o engenheiro Marcelo Abranches Abelheira, do Centro de Treinamento de Emergência da Defesa Civil Municipal do Rio de Janeiro, para dar a palestra “Salvar Vidas em situações de desastres e emergências”. O público presente no Pavilhão de Aulas conheceu um pouco mais o sistema e a atuação da instituição em emergências.

O engenheiro explicou a importância de todo cidadão ter conhecimento de procedimentos em situações de emergência. “Todos nós fazemos parte do sistema de defesa civil de alguma forma, e o enfermeiro mais ainda”, declarou Marcelo. Ele citou como metas da Defesa Civil o bem-estar social, a proteção ambiental e a redução de desastres.

Abelheira esclareceu uma dúvida muito comum: a diferença entre a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros. De acordo com o engenheiro, a segunda organização é apenas parte da primeira. Ele explicou que devido à quantidade e frequência dos bombardeios aéreos durante a Segunda Guerra Mundial tomou-se consciência da importância da integração das equipes de resgate. Surgiu assim o conceito de Defesa Civil, um método de trabalho capaz de reunir todos os participantes das operações de socorro, como policiais, bombeiros, médicos e enfermeiros.

O objetivo da Defesa Civil é reduzir desastres com ações de prevenção, preparação, resposta e reconstrução. Além do resgate das vítimas feito pelos bombeiros, pode haver também a necessidade de demolição de estruturas remanescentes, feita através da DOE (Divisão de Operações Especiais) e ainda de intervenção da CET-Rio, que também participa cuidando do trânsito, para dar segurança à área. O trabalho da Defesa Civil é exatamente coordenar todas as equipes.

— Nem sempre somos os primeiros a chegar. Geralmente quem chega primeiro são os bombeiros, mas nós temos que ser os últimos a sair — relata o engenheiro.

As diferenças entre os tipos de desastre também foram abordadas. Eles podem ser naturais ou desencadeados pelo homem, e podem ainda ser classificados quanto à intensidade e qualificados de acordo com os danos humanos e ambientais causados.

Marcelo Abelheira procurou discutir o papel do setor de saúde nas operações de salvamento e frente aos desastres. Ele, ao final, destacou a avaliação dos danos em termos de saúde; educação, capacitação e treinamento de toda a equipe da área de saúde; estabelecimento de um sistema de vigilância epidemiológica após o desastre e a utilização de medidas de proteção e recuperação da saúde mental da população afetada e do pessoal de atendimento das emergências.