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Reitor comenta mudanças no acesso à universidade

O reitor Aloísio Teixeira falou, nesta sexta-feira, sobre a proposta de mudança no Vestibular anunciada pelo ministro da Educação Fernando Haddad no fim de março. Para o reitor, que acredita que a unificação da prova trará melhorias para o ensino dos níveis Médio e Fundamental, a medida é um passo importante na direção do fim do Vestibular.

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O reitor Aloísio Teixeira falou, nesta sexta-feira, sobre a proposta de mudança no Vestibular anunciada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, no fim de março.

Etapa que leva à conquista da tão sonhada vaga em uma universidade pública, o processo seletivo que vigora hoje é criticado pelo ministro por privilegiar a memorização, em detrimento do raciocínio crítico. Para mudar tal situação, a proposta é unificar o concurso das instituições federais e estaduais de ensino que adotassem o sistema, utilizando para isso o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) como primeira fase de avaliação.

O reitor Aloísio Teixeira elege a medida como o mais significativo avanço feito na Educação do país nos últimos anos. Para ele, a mudança implica uma transformação profunda do sistema de acesso ao Ensino Superior.

Em entrevista à Coordenadoria de Comunicação da UFRJ, Aloísio Teixeira ressaltou que um dos aspectos positivos da proposta é que ela põe fim à “indústria do Vestibular”. “Hoje, há uma soma de interesses poderosos e organizados em torno dessa forma de seleção que é, do ponto de vista didático-pedagógico, errada e, do ponto de vista social, excludente”, afirmou.

Para o reitor, que acredita que a unificação da prova trará melhorias para o ensino dos níveis Médio e Fundamental, a medida é um passo importante na direção do fim do Vestibular. “Certamente já será o fim do Vestibular tal como ele é realizado hoje. Se essa proposta for aprofundada, é possível que acabe com esse mecanismo. Ao invés de ter uma prova para o estudante de terceiro ano do  nível Médio, pode haver uma espécie de avaliação continuada. Com isso, o sistema vai melhorando. A escola do Ensino Médio será o espaço da seleção”, explica.

Aloísio assegurou que a questão será discutida no Conselho de Ensino de Graduação (CEG) e no Conselho Universitário. “A intenção é fazer isso rapidamente para, se for o caso, implantar já no próximo vestibular”, pontuou.