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Conselho Superior de Coordenação Executiva debate Plano Diretor

O Conselho Superior de Coordenação Executiva (CSCE) conheceu na terça, dia 18, os princípios gerais do Plano de Desenvolvimento da Cidade Universitária (PDCIUNI).

O Conselho Superior de Coordenação Executiva (CSCE) conheceu na terça, dia 18, os princípios gerais do Plano de Desenvolvimento da Cidade Universitária (PDCIUNI). Apresentado pelos professores Pablo Benetti e Carlos Vainer, integrantes do Comitê Técnico do Plano Diretor UFRJ 2020, o documento expôs os principais vetores, expectativas de crescimento, além de propostas para urbanização, acessibilidade, densidade, convergência, compartilhamento de espaços e usos, responsabilidade ambiental e energética, segurança e qualidade de trabalho, humanização dos espaços, política de residência universitária, integração, lazer, esporte, cultura, serviços e comércio. "Este não é um projeto, mas sim, um conceito. O Plano Diretor não vai planejar as edificações. Vai determinar como elas serão orientadas", resumiu Vainer.

A apresentação foi bem recebida pelos decanos e pró-reitores presentes. "Estou quase me mudando", brincou a diretora do Fórum de Ciência e Cultura, Beatriz Resende. No entanto, alguns dos docentes fizeram considerações. O decano do Centro de Tecnologia, Walter Issamu Suemitsu, destacou a importância de coordenar parcerias entre a universidade, a Prefeitura e o Governo do Estado e lembrou a previsão de expansão física do CT, além das propostas de transporte alternativo já em desenvolvimento. "Temos dois projetos que podem ser incorporados, como um ônibus híbrido, movido a hidrogênio, e um catamarã, que pode utilizar energia solar. Vamos conversar com os responsáveis para agendar uma apresentação junto ao comitê técnico", afirmou.

Hélio Mattos também ressaltou algumas deficiências, como a atual falta de estacionamentos e a previsão do aumento na circulação de carros, nos próximos anos. Os rejeitos foram outra preocupação levantada pelo prefeito da Cidade Universitária. "As futuras edificações devem ter lugar para a entrada de caminhões para retirada de resíduos sólidos. Além disso, a reciclagem deve ser outro ponto de debate dentro da universidade. O atual modelo adotado não faz a separação efetiva do lixo recolhido", explicou.

Ângela Rocha, decana do CCMN, apontou a atual cultura da comunidade universitária como possível empecilho para a implantação de algumas medidas. "O Conselho de Centro se posicionou contra a construção de residências universitárias junto às unidades acadêmicas do CCMN. Eu, particularmente, sou favorável, mas sabemos que é difícil mudar uma mentalidade cristalizada. Em relação ao restaurante e à construção de um eventual shopping, são demandas antigas que não devem enfrentar resistências", disse.

Próximas datas

No próximo dia 24, os principais conceitos do Plano de Desenvolvimento da Cidade Universitária serão apresentados na Plenária de Decanos e Diretores. Já no dia 27, será a vez de os integrantes do Conselho Universitário (Consuni) conhecer e deliberar sobre as propostas de definirão a expansão da Cidade Universitária nos próximos anos.