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Um passeio pela história da “Nacional de Medicina”

Tem sabor de crônica histórica do Rio de Janeiro o livro A Nacional de Medicina, 200 anos, do Morro do Castelo à Ilha do Fundão, de autoria do professor George Doyle Maia, livre-docente da UFRJ.

 Tem sabor de crônica histórica do Rio de Janeiro o livro A Nacional de Medicina, 200 anos, do Morro do Castelo à Ilha do Fundão, de autoria do professor George Doyle Maia, livre-docente da UFRJ.

Sem esconder o envolvimento afetivo, ele reconstitui os passos da bicentenária instituição desde a sua criação, em 5 de novembro de 1808, até a situação de prestígio internacional que hoje desfruta.

Com prefácio da vice-reitora e ex-Diretora da Faculdade de Medicina da UFRJ, Sylvia de Mello Vargas, a obra, editada pela Atheneu, será lançada no próximo dia 26 de novembro, no Fórum de Ciência e Cultura, às seis e meia da tarde.

Embora registre a saga dos pioneiros que deram as primeiras aulas de Anatomia e Cirurgia, no Hospital Militar do Morro do Castelo, o autor dá atenção especial ao período em que o tradicional prédio da Praia Vermelha alojou a Faculdade, entre 1918 a 1972.

Inexplicavelmente demolido durante a ditadura militar, o prédio era considerado um marco arquitetônico e cultural da cidade, de acordo com George Doyle – que foi vice-reitor da UFRJ e também dirigiu o Instituto de Ciências Biomédicas.

No livro, fartamente ilustrado com fotos e cartões postais do Rio Antigo, ele também relata as circunstâncias da transferência da Faculdade para a Ilha do Fundão e como, a cada mudança, a instituição respondia com crescimento e revitalização acadêmica.

– A obra é uma história dos locais onde a Faculdade se instalou e também da cidade do Rio de Janeiro. Mas não esquece dos excepcionais professores e pesquisadores que fizeram parte da sua trajetória – sublinha George Doyle, atual reitor da Universidade Santa Úrsula (USU).

Como assinala a vice-reitora, Sylvia Vargas, por mais que exalte as etapas de sua existência, o autor vincula a instituição a sucessivas heranças de realizações, tradições e prestígio.

Segundo Doyle, o livro pode contribuir para manter vivo na memória das futuras gerações o ideal de excelência acadêmica que sempre foi uma marca da Faculdade de Medicina da UFRJ.